24/12/2013
Capitão do tri em 1970, Carlos Alberto Torres ergue o troféu em Calcutá e garante: 'Pelé foi melhor que Maradona'
A Taça da Copa do Mundo encontrou o caminho da Índia. E ela teve ajuda brasileira para desembarcar em Calcutá neste domingo. Capitão do tricampeonato mundial da seleção brasileira em 1970, Carlos Alberto Torres foi o responsável por apresentar o troféu aos indianos. Repetindo o gesto que fez com a Jules Rimet há quase 44 anos, o Capita ergueu o objeto de desejo e recebeu aplausos da plateia no primeiro evento oficial do Tour no país.
- As pessoas vibram quando veem a Taça pela primeira vez. É uma alegria muito grande e, ao mesmo tempo, promovemos a Copa no Brasil - disse o tricampeão, que é um dos embaixadores do Mundial de 2014.
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| Carlos Alberto Torres apresenta a taça ao povo indiano (Foto: Pedro Veríssimo) |
No Sul da Ásia desde que chegou a Bangladesh, no dia 17 de dezembro, a Taça da Copa do Mundo passou por Butão e Nepal antes de chegar à Índia. Depois de ser recebida por autoridades locais ainda no avião, o objeto seguiu para um hotel em Calcutá, onde foi exposto. Essa é a segunda passagem do troféu pela cidade. A capital indiana esteve no roteiro do Tour antes da Copa de 2010.
O futebol está longe de ser o esporte mais popular da Índia, mas, em Calcutá, existe uma grande quantidade de fãs. A torcida na cidade se divide entre as seleções de Brasil e Argentina. Questionado sobre a eterna dúvida (para os que não são brasileiros, pelo menos) de quem foi melhor, Pelé ou Maradona, Torres foi categórico.
- O Pelé é meu amigo, quase meu irmão. Eu o encontro sempre. Joguei com ele por 12 anos. Vi muito de perto o que aquele cara fazia com a bola. Era inacreditável! Parecia um mágico. Maradona, depois de Pelé, foi um grande jogador, mas, para mim, o Pelé é o número um - respondeu.
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| Cantora Usha Uthup participa do evento que marca a chegada da taça a Calcutá (Foto: Pedro Veríssimo) |
Torres esteve pela primeira vez na Índia em 1977, em uma das despedidas de Pelé com a camisa do Cosmos. Autor de um dos gols dos 2 a 2 entre a equipe de Nova York e o Mohul Bagan, equipe local, ele vê futuro no futebol indiano.
- Não quero que o futebol compita com o críquete. Sei que é o esporte número um, mas quero que deem espaço para o futebol. Para mostrar para o mundo que podemos crescer em qualquer lugar. Temos que investir no jovens e, quem sabe, em 2018 ou 2022, a Índia consiga uma vaga para a Copa do Mundo - disse, lembrando que o país sediará o Campeonato Mundial Sub-17 em 2017.
Atualmente na 154ª colocação do ranking da Fifa, a Índia nunca disputou uma Copa do Mundo. Curiosamente, a seleção indiana chegou a se classificar para o primeiro Mundial no Brasil, em 1950, mas acabou não participando da competição.
Fonte: Globo Esporte



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