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Vencedores de obras para a Copa do Mundo saem dias 16 e 17



12/01/2012

Patrícia Comunello

Cinco empreiteiras disputam o contrato para a duplicação na Tronco
MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/JC
Os primeiros vencedores dos editais de obras de mobilidade que preparam Porto Alegre para a Copa de Mundo de 2014 serão conhecidos nos dias 16 e 17. A Secretaria Municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico (SMGAE) e a Comissão Especial de Licitações, ligada à Secretaria Municipal da Fazenda, baterão o martelo sobre a melhor proposta de preço para construção dos BRTs (estações de ônibus rápidos) das avenidas Bento Gonçalves e Protásio Alves e de dois dos quatro trechos do complexo viário da Tronco. A meta é assinar os contratos e dar início à execução até março, antecipou o titular da SMGAE, Urbano Schmitt.

Na mesma semana, serão habilitadas as empresas que se candidataram a outro grupo que já tem editais em andamento, que inclui as duplicações da avenida Edvaldo Pereira Paiva e da Voluntários da Pátria (entre as ruas da Conceição e Ramiro Barcelos), passagem de nível (trincheira) na rua Anita Garibaldi com avenida Carlos Gomes, e viaduto da Rodoviária. O pacote de dez obras, que integram a matriz de responsabilidade da Capital com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), soma R$ 550 milhões em investimentos públicos, cerca de R$ 470 milhões a serem financiados pela Caixa Econômica Federal e o restante como contrapartida do orçamento municipal. A promessa de Schmitt é concluir as obras até o fim de 2013.

Cinco empreiteiras, entre consórcios e empresas individuais, disputam o contrato de R$ 78 milhões para executar os trechos 3 e 4 da Tronco. Schmitt avalia que o volume dissipa o temor de que fosse baixo o interesse do setor. "Todos os editais estão tendo grande procura. O valor maior dos projetos aumenta a disputa", opinou o secretário. A prefeitura enfrentou ausência de concorrente para a ponte da fase 1 do projeto da Edvaldo. Foi preciso ajustar preços para atrair candidatos. A execução começa em fevereiro.

O segmento de construção de obras públicas garante estar preparado para dar conta do volume de projetos. O diretor de Infraestrutura Urbana do Sindicato da Indústria de Construção de Obras Públicas (Sicepot-RS), Caetano Pinheiro, acredita que devem predominar empresas gaúchas devido à demanda aquecida no setor nas outras 11 cidades sedes e na área de projetos residenciais e comerciais. "Para as grandes empreiteiras, os projetos daqui podem representar cifras pequenas de investimentos", indica Pinheiro. Para o dirigente, a execução local também pode oferecer vantagem sobre conhecimento de dificuldades ligadas ao clima, como chuvas no período do inverno. A eventual falta de mão de obra em ocupações que hoje são problema, como engenheiros, topógrafos e operadores de máquinas, deve ser contornada com treinamento, que já ocorre pela entidade. "Bendita Copa que gerou este volume de obras. Agora tem data para cumprir e vamos cumprir." Em obras urbanas, o complicador poderá ser o ritmo de execução, já que precisa ser combinado com a vida da cidade. "A produtividade sempre cai", associa o diretor do Sicepot-RS. 

Fonte: Jornal do Comércio

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