Secretário extraordinário do Mundial em Porto Alegre revela que pensou em plano B
26/12/2011
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Novo estádio deve ser inaugurado no final de 2012
Crédito: Bruno Alencastro
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A preparação da Capital para a Copa do Mundo de 2014 começa a acelerar após a aprovação da parceria entre Inter e a construtora Andrade Gutierrez. Em entrevista ao CP, o secretário extraordinário da Copa na Capital, João Bosco Vaz, fala de pontos importantes e revela que pensou em um plano B.
CP – Há um sentimento de alívio por parte dos gestores da Copa com a aprovação da parceria entre Inter e a construtora?
JB – Claro. Já havíamos perdido a Copa das Confederações em função da falta do contrato, agora esperamos com ansiedade o início da obra. Tranquilidade para todos.
CP – Em algum momento houve algum plano B ou não passou de especulação? Se houve, vocês continuam trabalhando com essa hipótese, já que a Andrade Gutierrez ainda pode desistir da parceria com o Inter?
JB – A Fifa repete sempre que não tem plano B, que o Beira-Rio é o estádio. Se a Fifa permitisse teríamos tirado o Beira-Rio, colocado a Arena e teríamos a Copa das Confederações aqui. A não ser que o Inter desista de sediar a Copa, aí a Fifa terá um plano B.
CP – Você acredita que a Fifa vai disponibilizar ingressos a preços populares?
JB – Há muito venho dizendo isso. Há seis tipos de ingressos. Os 300 mil ingressos populares ao preço de 30 dólares cada serão mais baratos do que a meia entrada sobre outros ingressos que são mais caros. E estes ingressos populares só serão vendidos no Brasil para atender estudantes, idosos, índios, etc.
CP – Qual a sua opinião em relação aos pontos de maior discussão na Lei Geral da Copa: a meia-entrada e a venda de bebidas alcoólicas?
JB – Quando o Brasil foi atrás para sediar a Copa já sabia que a Fifa queria vender cerveja nos estádios e aceitou isso. Em todos os países onde têm Copa, têm bebidas alcoólicas nos estádios e aqui não será diferente. Sobre a meia-entrada, já falei antes, os ingressos populares serão mais baratos.
CP – Qual a sua resposta para aqueles que se mostram descrentes com a Copa na Capital, principalmente por não estarem vendo as grandes obras saírem do papel?
JB – É engraçado, tem muita gente contra a Copa. Mas quando perdemos a Copa das Confederações deu uma comoção na cidade. Agora, quando as obras começarem vão reclamar que tem muitas obras na cidade. Vai entender! A Copa não resolve os problemas de um país, mas acelera etapas para o desenvolvimento.
CP – De que forma a Capital está se preparando em relação às telecomunicações? Porto Alegre e o Beira-Rio estarão prontos para receber um número tão grande de profissionais que vão cobrir o evento? Que estrutura teremos?
JB – Precisamos urgentemente investimentos em telecomunicações, principalmente melhorar o sinal dos celulares, que não funcionam em muitos lugares, como no Beira-Rio. Tem que instalar o 4G e, para isso, a presidente Dilma já liberou R$ 200 milhões para as 12 cidades-sede. Hoje, em termos de telecomunicações, estamos ruins. É um investimento privado, as operadoras querem investir e isso tem que acontecer. A Copa vai ser um fiasco se não melhorarmos as telecomunicações.
CP – A Fifa sempre se mostrou preocupada com os aeroportos brasileiros. O Salgado Filho também enfrenta problemas?
JB – Muitos, principalmente porque a demanda de passageiros aumenta 20% ao ano no Brasil. Estamos estrangulados e é provável que depois da Copa, se este crescimento continuar assim, que mesmo reformado o nosso aeroporto fique ultrapassado. Vamos ter um novo terminal de passageiros, novo edifício-garagem e um aumento na pista de 920 metros. Este é um legado que a Copa vai deixar.
CP – Como vai funcionar a chamada "zona de exclusão" que a Fifa pretende implantar no entorno do Beira-Rio? Como ficam os comerciantes do local? Eles terão que fechar seus comércios?
JB – Ninguém vai fechar nada. Tem muita gente falando bobagens sem saber nada. Você acha que a prefeitura aceitaria fechar os dois grandes shoppings que estão em um raio de 2 quilômetros do Beira-Rio? Os bares vão poder vender suas bebidas, as revendas de carros na frente do Beira-Rio funcionarão normalmente, só não podem é fazer promoções usando a marca Copa, pois eles não têm os direitos que a Fifa vendeu para outros.
CP –Tem se falado que Porto Alegre receberá, no máximo, uma seleção mediana na Copa. Existe um movimento para trazer uma grande seleção ou isso foge do controle dos gestores?
JB – Vamos depender do sorteio, mas teremos aqui, pelos estudos que fizemos, e os prováveis cruzamentos que já podem ser feitos em cima da tabela das eliminatórias, dez seleções diferentes, pois como são 12 cidades os jogos serão zoneados. E aí pode jogar aqui a Itália, a Argentina, a Inglaterra ou a Alemanha.
Rebelo animado com obras do Beira-Rio
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| Vaz está mais aliviado com assinatura do contrato para reforma do Beira-Rio Crédito: Fabiano do Amaral |
Rebelo sequer cogitou a possibilidade da Arena entrar como plano B para o Mundial de 2014. "O governo federal trabalha com a realização dos jogos da Copa em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio", enfatiza o ministro, que mesmo tendo taxado a Capital de cidade mais defasada nos preparativos, garantiu que nunca teve dúvidas do desfecho positivo entre clube e a construtora Andrade Gutierrez. "Com a assinatura do contrato e a retomada das obras estou convencido de que o calendário previsto será cumprido."
A parceria com a AG foi aprovada pelo Conselho Deliberativo após quase nove meses de idas e vindas da minuta. O contrato, porém, ainda não foi celebrado. O Inter planeja transformar essa ocasião em um grande evento, com a presença da presidente Dilma Rousseff e do governador Tarso Genro. A partir do momento que for assinado, a construtora terá 30 dias para retomar as obras, que estão paradas desde o primeiro semestre.
A aprovação da minuta do contrato para as reformas do Beira-Rio deu uma injeção de ânimo no ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Se no fim do mês passado ele declarava que o estádio do Inter era o mais atrasado para a Copa do Mundo, agora ele esbanja confiança: "Estou certo de que o Beira-Rio terá enorme sucesso como sede da Copa", projeta ele, em entrevista ao CP.
Rebelo sequer cogitou a possibilidade da Arena entrar como plano B para o Mundial de 2014. "O governo federal trabalha com a realização dos jogos da Copa em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio", enfatiza o ministro, que mesmo tendo taxado a Capital de cidade mais defasada nos preparativos, garantiu que nunca teve dúvidas do desfecho positivo entre clube e a construtora Andrade Gutierrez. "Com a assinatura do contrato e a retomada das obras estou convencido de que o calendário previsto será cumprido."
A parceria com a AG foi aprovada pelo Conselho Deliberativo após quase nove meses de idas e vindas da minuta. O contrato, porém, ainda não foi celebrado. O Inter planeja transformar essa ocasião em um grande evento, com a presença da presidente Dilma Rousseff e do governador Tarso Genro. A partir do momento que for assinado, a construtora terá 30 dias para retomar as obras, que estão paradas desde o primeiro semestre.
Fonte: Rafael Peruzzo e Tiago Medina / Correio do Povo
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