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PARA PRESIDENTE DO SEBRAE, COPA FORTALECERÁ MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Foto: Divulgação/Copa2014
19/11/2011


Luiz Barretto vê no Mundial de 2014 uma chance de fornecer um legado em gestão para os empreendedores brasileiros

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mapeou 930 oportunidades de negócios que serão geradas com a realização da Copa do Mundo no Brasil. O estudo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV),  foi apresentado para empreendedores de micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede do Mundial durante o ano de 2011, mostrando os nove segmentos da economia que terão os impactos mais positivos com os investimentos para o torneio de futebol. O Mapa de Oportunidades mostrou possibilidade de negócios nas áreas de construção-civil; tecnologia da informação; madeira e móveis; têxtil e vestuário; turismo; produção associada ao turismo; comércio varejista; agronegócios e serviços.

O objetivo do Sebrae é identificar empreendimentos e incentivar os empresários a aproveitarem o megaevento esportivo para ampliarem seus negócios. Após a apresentação do Mapa de Oportunidades, a intenção, agora, é capacitar os gestores por meio de cursos, consultorias, palestras e encontros regionais. Serão investidos cerca de R$ 80 milhões no programa Sebrae 2014.

Leia, a seguir, uma entrevista do Portal da Copa com o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Ele vê na Copa do Mundo uma chance de fornecer um legado em gestão para os empreendedores brasileiros.

O que a Copa do Mundo pode mudar na vida do empreendedor brasileiro?

Nossa expectativa é que a Copa do Mundo seja um marco de desenvolvimento para as micro e pequenas empresas. Mais do que as centenas de oportunidades de negócios durante os jogos, as melhorias de gestão, inovação e sustentabilidade é que farão a diferença para o futuro dessas empresas. Por isso criamos o programa Sebrae 2014, justamente com o objetivo de preparar os pequenos empreendedores a aproveitar o impulso da Copa da melhor forma. Esse é o legado que o Sebrae espera.

O que o empreendedor pode fazer para que o seu negócio tenha mais lucro antes e durante a Copa do Mundo?

O Sebrae encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) um Mapa de Oportunidades que identificou 930 segmentos de negócios que oferecem mais chances para as micro e pequenas empresas, em nove setores: construção civil; turismo; produção associada ao turismo (gastronomia, artesanato, entretenimento etc); tecnologia da informação e comunicação; comércio varejista; serviços; madeira e móveis; têxtil e confecções; e agronegócio. Além de mostrar onde estão as oportunidades, o mapa identificou os requisitos do mercado para cada segmento, desde documentação específica e certificações até os processos de gestão, qualidade, segurança, entre outros. O programa Sebrae 2014 fará com que as empresas cumpram esses requisitos porque isso aumentará as chances de lucros antes e durante a Copa, e principalmente após o evento, já que teremos empresas mais preparadas e competitivas.

Fala-se muito em legado da Copa do Mundo para as cidades, principalmente por conta de ações de infraestrutura urbana. Qual será o legado da Copa para os empreendedores brasileiros?

A realização da Copa no Brasil acelera investimentos principalmente em infraestrutura e mobilidade urbana. As obras de estádios, por exemplo, naturalmente ficam a cargo de consórcios de grandes companhias. Porém há uma série de serviços que são subcontratados de pequenas empresas locais, como segurança, uniformes dos funcionários, alimentação, entre outros. Além disso, no entorno dos estádios irão surgir os mais variados estabelecimentos comerciais e de serviços. Mas os jogos vão passar. O legado será o desenvolvimento das empresas: o quanto elas profissionalizaram sua gestão, o quanto inovaram, o quanto avançaram em competitividade. A Copa será importante para fortalecer as pequenas empresas.

O que deve ser feito para que o investimento feito agora continue a dar resultados?

O Sebrae criou uma Matriz de Competitividade que irá mensurar a situação das micro e pequenas empresas hoje e no pós-Copa. Os consultores do Sebrae entrevistam os empresários a partir de um questionário estruturado, avaliando uma série de indicadores de gestão, e o resultado é apresentado em gráficos e planilhas com a análise dos pontos fortes da empresa e os requisitos que ela precisa avançar. A partir daí, será proposto o plano de ação para a empresa, utilizando as capacitações e consultorias do Sebrae. Após a Copa, a Matriz de Competitividade mostrará a evolução da empresa. Quanto mais ela se preparar, mais chances de continuar obtendo bom desempenho no futuro. 

Qual é a estimativa para o investimento que será realizado em função da Copa do Mundo? Quantos empregos devem ser gerados?

Estamos investindo inicialmente R$ 80 milhões no programa Sebrae 2014, já prevendo os encontros regionais de negócios e palestras. Outros programas, como o Sebrae Mais e Sebraetec, incluem capacitações e consultorias subsidiadas para os pequenos empresários. Ou seja, o investimento não pode ser uma barreira para o pequeno empresário participar dos negócios da Copa do Mundo. Com relação aos empregos, nossa expectativa é que seis a cada 10 empregos gerados com a Copa estejam nas micro e pequenas empresas, repetindo o percentual de participação do segmento hoje na economia brasileira.

Quais são os negócios mais indicados para que os novos empreendedores utilizem a seu favor o período da Copa do Mundo?

O Mapa de Oportunidades do Sebrae levantou 930 chances de negócios para os pequenos empreendimentos, em cada etapa do evento. Construção civil e tecnologia da informação são mais demandados no período antes dos jogos, assim como turismo e produção associada terão mais oportunidades durante a Copa. É fundamental que o empresário procure o Sebrae em sua cidade para conhecer as oportunidades locais e como ele pode se preparar. E não apenas as 12 sedes serão beneficiadas, certamente cidades como Florianópolis (SC) e João Pessoa (PB), mesmo não recebendo jogos, têm grandes chances de realizar negócios com o impulso da Copa nas cidades vizinhas.

O cidadão, pessoa física, também pode se beneficiar desse período? Quais são as oportunidades para esse perfil?

Em menos de dois anos, o Brasil formalizou 1,7 milhão de empreendedores individuais, que em sua maioria são pessoas que já trabalhavam sozinhas como autônomos. Ao se formalizar, passam a ter CNPJ e podem emitir nota fiscal, ou seja, já cumprem requisitos básicos do mercado para fornecer para grandes empresas ou para o governo. E o Sebrae tem capacitações específicas para esse público, por isso recomendamos que nos procurem para se preparar e também ter chances de negócios na Copa.

O programa Taxista Nota 10 visa qualificar até 80 mil profissionais desse setor para a Copa de 2014. Qual a importância deste programa para a Copa do Mundo de 2014? O que o Sebrae espera dos taxistas treinados? Qual será a melhoria sentida pelos turistas?

Esta é uma parceria do Sebrae com a Escola do Transporte, a Confederação Nacional do Transporte, o Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) para capacitar os taxistas na área de gestão e também nos idiomas inglês e espanhol. Certamente os turistas serão melhor recebidos, mas, assim como nos demais ramos de atuação, o objetivo do Sebrae é preparar este profissional para crescer e se desenvolver, ampliando os negócios mesmo após a Copa.

Fonte: Copa2014.gov.br

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