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| Foto: Divulgação/Copa2014 |
Luiz Barretto vê no Mundial de 2014 uma chance de fornecer
um legado em gestão para os empreendedores brasileiros
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
(Sebrae) mapeou 930 oportunidades de negócios que serão geradas com a
realização da Copa do Mundo no Brasil. O estudo, em parceria com a Fundação
Getúlio Vargas (FGV), foi apresentado
para empreendedores de micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede do Mundial
durante o ano de 2011, mostrando os nove segmentos da economia que terão os
impactos mais positivos com os investimentos para o torneio de futebol. O Mapa
de Oportunidades mostrou possibilidade de negócios nas áreas de
construção-civil; tecnologia da informação; madeira e móveis; têxtil e
vestuário; turismo; produção associada ao turismo; comércio varejista;
agronegócios e serviços.
O objetivo do Sebrae é identificar empreendimentos e incentivar
os empresários a aproveitarem o megaevento esportivo para ampliarem seus
negócios. Após a apresentação do Mapa de Oportunidades, a intenção, agora, é
capacitar os gestores por meio de cursos, consultorias, palestras e encontros
regionais. Serão investidos cerca de R$ 80 milhões no programa Sebrae 2014.
Leia, a seguir, uma entrevista do Portal da Copa com o
presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Ele vê na Copa do Mundo uma chance de
fornecer um legado em gestão para os empreendedores brasileiros.
O que a Copa do Mundo pode mudar na vida do empreendedor
brasileiro?
Nossa expectativa é que a Copa do Mundo seja um marco de
desenvolvimento para as micro e pequenas empresas. Mais do que as centenas de
oportunidades de negócios durante os jogos, as melhorias de gestão, inovação e
sustentabilidade é que farão a diferença para o futuro dessas empresas. Por
isso criamos o programa Sebrae 2014, justamente com o objetivo de preparar os
pequenos empreendedores a aproveitar o impulso da Copa da melhor forma. Esse é
o legado que o Sebrae espera.
O que o empreendedor pode fazer para que o seu negócio tenha
mais lucro antes e durante a Copa do Mundo?
O Sebrae encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) um Mapa
de Oportunidades que identificou 930 segmentos de negócios que oferecem mais
chances para as micro e pequenas empresas, em nove setores: construção civil;
turismo; produção associada ao turismo (gastronomia, artesanato, entretenimento
etc); tecnologia da informação e comunicação; comércio varejista; serviços;
madeira e móveis; têxtil e confecções; e agronegócio. Além de mostrar onde
estão as oportunidades, o mapa identificou os requisitos do mercado para cada
segmento, desde documentação específica e certificações até os processos de
gestão, qualidade, segurança, entre outros. O programa Sebrae 2014 fará com que
as empresas cumpram esses requisitos porque isso aumentará as chances de lucros
antes e durante a Copa, e principalmente após o evento, já que teremos empresas
mais preparadas e competitivas.
Fala-se muito em legado da Copa do Mundo para as cidades,
principalmente por conta de ações de infraestrutura urbana. Qual será o legado
da Copa para os empreendedores brasileiros?
A realização da Copa no Brasil acelera investimentos
principalmente em infraestrutura e mobilidade urbana. As obras de estádios, por
exemplo, naturalmente ficam a cargo de consórcios de grandes companhias. Porém
há uma série de serviços que são subcontratados de pequenas empresas locais,
como segurança, uniformes dos funcionários, alimentação, entre outros. Além
disso, no entorno dos estádios irão surgir os mais variados estabelecimentos
comerciais e de serviços. Mas os jogos vão passar. O legado será o
desenvolvimento das empresas: o quanto elas profissionalizaram sua gestão, o
quanto inovaram, o quanto avançaram em competitividade. A Copa será importante
para fortalecer as pequenas empresas.
O que deve ser feito para que o investimento feito agora
continue a dar resultados?
O Sebrae criou uma Matriz de Competitividade que irá
mensurar a situação das micro e pequenas empresas hoje e no pós-Copa. Os
consultores do Sebrae entrevistam os empresários a partir de um questionário
estruturado, avaliando uma série de indicadores de gestão, e o resultado é
apresentado em gráficos e planilhas com a análise dos pontos fortes da empresa
e os requisitos que ela precisa avançar. A partir daí, será proposto o plano de
ação para a empresa, utilizando as capacitações e consultorias do Sebrae. Após
a Copa, a Matriz de Competitividade mostrará a evolução da empresa. Quanto mais
ela se preparar, mais chances de continuar obtendo bom desempenho no
futuro.
Qual é a estimativa para o investimento que será realizado
em função da Copa do Mundo? Quantos empregos devem ser gerados?
Estamos investindo inicialmente R$ 80 milhões no programa
Sebrae 2014, já prevendo os encontros regionais de negócios e palestras. Outros
programas, como o Sebrae Mais e Sebraetec, incluem capacitações e consultorias
subsidiadas para os pequenos empresários. Ou seja, o investimento não pode ser
uma barreira para o pequeno empresário participar dos negócios da Copa do
Mundo. Com relação aos empregos, nossa expectativa é que seis a cada 10
empregos gerados com a Copa estejam nas micro e pequenas empresas, repetindo o
percentual de participação do segmento hoje na economia brasileira.
Quais são os negócios mais indicados para que os novos
empreendedores utilizem a seu favor o período da Copa do Mundo?
O Mapa de Oportunidades do Sebrae levantou 930 chances de
negócios para os pequenos empreendimentos, em cada etapa do evento. Construção
civil e tecnologia da informação são mais demandados no período antes dos
jogos, assim como turismo e produção associada terão mais oportunidades durante
a Copa. É fundamental que o empresário procure o Sebrae em sua cidade para
conhecer as oportunidades locais e como ele pode se preparar. E não apenas as
12 sedes serão beneficiadas, certamente cidades como Florianópolis (SC) e João
Pessoa (PB), mesmo não recebendo jogos, têm grandes chances de realizar
negócios com o impulso da Copa nas cidades vizinhas.
O cidadão, pessoa física, também pode se beneficiar desse
período? Quais são as oportunidades para esse perfil?
Em menos de dois anos, o Brasil formalizou 1,7 milhão de
empreendedores individuais, que em sua maioria são pessoas que já trabalhavam
sozinhas como autônomos. Ao se formalizar, passam a ter CNPJ e podem emitir
nota fiscal, ou seja, já cumprem requisitos básicos do mercado para fornecer
para grandes empresas ou para o governo. E o Sebrae tem capacitações
específicas para esse público, por isso recomendamos que nos procurem para se
preparar e também ter chances de negócios na Copa.
O programa Taxista Nota 10 visa qualificar até 80 mil
profissionais desse setor para a Copa de 2014. Qual a importância deste
programa para a Copa do Mundo de 2014? O que o Sebrae espera dos taxistas
treinados? Qual será a melhoria sentida pelos turistas?
Esta é uma parceria do Sebrae com a Escola do Transporte, a
Confederação Nacional do Transporte, o Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço
Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) para capacitar os taxistas na
área de gestão e também nos idiomas inglês e espanhol. Certamente os turistas
serão melhor recebidos, mas, assim como nos demais ramos de atuação, o objetivo
do Sebrae é preparar este profissional para crescer e se desenvolver, ampliando
os negócios mesmo após a Copa.
Fonte: Copa2014.gov.br


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