Localização
Torres localiza-se no litoral do Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina. A cidade tem dois acessos: pela BR-101 ou pela BR-389, a Estrada do Mar, que liga a cidade a Osório, no outro extremo do Litoral Norte gaúcho.
Distâncias
Brasília - 1834 Km
Blumenau - 423 Km
Buenos Aires - 877 Km
Curitiba - 521 Km
Florianópolis - 280 Km
Garopaba - 241 Km
Joinvile - 464 Km
Porto Alegre - 198 Km
São Paulo - 919 Km
Montevidéu - 700 Km
História
Distâncias
Brasília - 1834 Km
Blumenau - 423 Km
Buenos Aires - 877 Km
Curitiba - 521 Km
Florianópolis - 280 Km
Garopaba - 241 Km
Joinvile - 464 Km
Porto Alegre - 198 Km
São Paulo - 919 Km
Montevidéu - 700 Km
História
O Município de Torres possui este nome devido à existência de três grandes rochedos de origem vulcânica, formados por rochas basálticas, do período Jurássico/Cretácio (Era dos Dinossauros), com aproximadamente 140 milhões de anos, que afloram à beira-mar, um aspecto único do Litoral Brasileiro.
São as seguintes as torres: Torre do Norte (Morro do Farol); Torre do Centro (Morro das Furnas) e Torre do Sul (onde está a Praia da Guarita).
Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado. Era utilizado pelos índios carijós de Santa Catarina e Arachanes, do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos das Torres, começando na Praia Grande e indo até a de Itapeva.
Os índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachanes do Rio Grande do Sul, que viviam da caça e da pesca e se dedicavam a uma agricultura rudimentar. Em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na Praia Grande e indo até a Itapeva. Em 1500, estas trilhas, abertas em meio a matagais começaram a ser usadas também por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos. Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no Sul do Brasil, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa da escravidão, lutas tribais e doenças introduzidas pelo contato com o branco. Estes caminhos transformaram-se no principal elo de ligação entre o resto do Brasil e os núcleos avançados do povoamento português, na Colônia do Sacramento (1679) e no Presídio de Rio Grande (1737).
Assim, Torres assumiu a importante função de controlar a estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos e açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna, começaram a instalar-se na região.
Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1890, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul.
Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo, porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e, em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS.
Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província. O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.
A rua Júlio de Castilhos foi a primeira de Torres e suas origens datam de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. Aos indígenas tornou-se essencial a abertura dessa picada, para possibilitar a comunicação entre as praias que vinham no norte (o litoral dos Carijós) e as praias que levavam ao sul (a região dos Arachanes). A linha hoje ocupada pela rua Júlio de Castilhos representava o traçado mais lógico para unir o Norte ao Sul.
Torres tem ainda, um pouco da história "viva". Assim poderiam ser consideradas as casas antigas da rua Júlio de Castilhos, umas dezenas escassas, representativas da vida inicial da localidade. Formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos, em estilo colonial açoriano, que até por motivos estéticos e turísticos, deveria ser preservado. Trata-se de um casario todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.
Este estabelecimento militar erguido em março de 1777, ocupou a plataforma baixa do Morro do Farol, aproximadamente onde agora está a Escola Cenecista Prof. Durban Ferraz Ferreira ou ligeiramente atrás. Esteve guarnecido poucos meses por tropas do Regimento de Santos e foi desocupado ao saber-se do armistício que garantia a retirada dos Castelhanos que haviam invadido a Ilha de Santa Catarina, no começo daquele ano. O Forte São Diogo desmanchou-se com o tempo não deixando sinais. A maioria dos torrenses e veranistas nem imaginam que ali existiu um Forte, antes de nascer a cidade.
Geografia
Clima: Clima subtropical úmido. Clima controlado por massas de ar tropicais e polares, com predominância da massa tropical atlântica, que provoca chuvas fortes. No inverno, tem freqüência de penetração de frente polar, dando origem às chuvas frontais com precipitações devidas ao encontro da massa quente com a fria, onde ocorre a condensação do vapor de água atmosférico. O índice médio anual de pluviosidade é elevado e as chuvas são bem distribuídas durante todo o ano, fazendo com que não exista a estação da seca. Temperatura média de 24º C.
Fonte: Ambiente Brasil. Disponível em http://www.ambientebrasil.com.br.
Relevo e Geologia: Serras e Planaltos como solos compostos por Sedimentos Holocênicos (areias, siltes e argilas inconsolidados). Fonte: City Brazil. Disponível em http://www.citybrazil.com.br/mapas.htm
Vegetação: Ecossistemas costeiros. Floresta Pluvial Tropical. Este tipo de vegetação está ligada a fatores climáticos tropicais de elevadas temperaturas (médias de 25º) e de alta precipitação, bem distribuídas durante o ano (de 0 a 60 dias secos), o que determina uma situação bioecológica praticamente sem período biologicamente seco.
Altitude: 16 metros
Área: 161,76 km2
População
Durante os três meses de temporada passam por Torres cerca de 400 mil turistas, o número de veranistas fixos durante o veraneio está em torno de 100 mil, e vem aumentando consideravelmente a cada ano.
Urbana flutuante (verão): 200.000 habitantes
População e Domicílios
População estimada: 33.680 pessoas
Total de domicílios particulares permanentes: 9.431 domicílios
Domicílios com lixo coletado: 8.969 domicílios
Domicílios com abastecimento ligado à rede geral: 7.519 domicílios
Domicílios com banheiro ligado à rede geral: 3.773 domicílios
Praia da Guarita
Localizada no Parque da Guarita, é a praia mais bela de Torres, rodeada pelas Torres Centro, Sul e Guarita que dá o nome a este complexo paisagístico.
Igreja São Domingos
Data sua inauguração em 24 de outubro de 1824, sua construção é no estilo colonial, barroco simples e possui uma única torre construída em 1898, pelo Padre Lamônacol.
Em seu interior existem imagens doadas por Dom Pedro I, de grande valor histórico.
Foi tombada pelo projeto Pró Memória.
Morro do Farol
Torre
Norte: conhecido por Morro do Farol devido a construção do primeiro farol em 1911, que objetivava a sinalização de terra aos navegantes. O segundo farol foi construído em 1927, uma construção de madeira, com uma roda em cima, tendo esta roda janelas coloridas em vermelho, amarelo e branco, que giravam em torno de um lampião a gás. Caiu em uma forte tempestade em 1935. Em 1952 foi construído o terceiro farol. Ao pé do morro, ao lado do mar, existe uma gruta de Nossa Senhora Aparecida. Antigamente se localizava o cemitério da cidade.
Local ideal para se avistar as belezas naturais da cidade. Lá, podemos ver todas as praias, as torres, a Lagoa do Violão, as serras, as dunas e a Ilha dos Lobos. Chamada primeiramente de Torre Norte por ser a primeira torre que se avista no sentido norte-sul, o Morro do Farol, denominado assim devido à construção do primeiro farol em 1911.
O objetivo deste farol é sinalizar a existência de terras aos navegantes. O farol atual, foi construído em 1970 e possui 18 metros de altura, acendendo de 8 em 8 segundos, sendo visto em noites claras a uma distância de 8 milhas marítimas ou 12 Km. O chapadão mais elevado tem cerca de 600 metros de largura e sua altitude superior de 46 metros e meio.
Fotos: Clara Micheline
Lagoa do Violão
Localizada no centro da cidade e tem esse nome por seu formato original assemelha-se a um violão. O local é aproveitado para a realização de esportes aquáticos.
Praia da Cal
Possui este nome porque até 1940 existiam vários fornos de torrefação de conchas, caramujos e mariscos para a fabricação de cal mineral para produtos químicos.
Antigamente era uma praia somente de pescadores, começando a receber turistas e veranistas a partir de 1942. Hoje os seus habitantes são a maioria de Caxias do Sul, uma cidade gaúcha de origem italiana. É um dos locais preferidos para a prática de surf.
Em frente a Praia da Cal existe a praça Nossa Senhora dos Navegantes, que possui uma imagem da Santa que é a padroeira dos pescadores e navegantes. Em outras religiões é chamada Iemanjá que é a rainha do mar. Sua festa é tradicionalmente comemorada em 02 de fevereiro.
Praia Grande
Com 2.000 metros de extensão, é a preferida para o banho de mar e onde ocorre a maioria dos eventos esportivos do verão como: futebol, vôlei, surf e outros.
Na Praia Grande também são organizados inúmeros shows ao ar livre.
Ilha dos Lobos
A Ilha dos Lobos tem formação de origem vulcânica, provavelmente a mesma das Torres. Localiza-se a cerca de 1.800 metros da preamar e é uma Unidade de Conservação, qualificada como Refúgio da Vida Silvestre e mantida sob a responsabilidade da unidade de Torres do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Na Ilha é proibida qualquer atividade de pesca, desembarque ou prática esportiva, como o surf. O local é habitado por lobos e leões marinhos que o utilizam como descanso em suas rotas migratórias, bem como aves de várias espécies, inclusive oceânicas, além de corais e mariscos.
A Ilha dos Lobos serve também como atrativo turístico dos barcos de turismo que circulam ao seu redor. Em 1963, num fato histórico da marinha mercante do Brasil, o navio "Avai" ali naufragou, partindo-se ao meio, depois de bater nos rochedos. Não houve vítimas fatais, apenas danos materiais no acidente.
Praia do Meio - Prainha
Tem 600 metros e é a praia mais tranqüila de Torres. Possui solo rochoso, não é apropriada para o banho, mas possui grande beleza natural.
Ecoturismo
O ecoturismo utiliza os atrativos naturais de forma sustentável, visando a conservação do patrimônio natural e a formação de uma consciência ambiental.
Torres oferece a quem vem conhecê-la não apenas as belas praias, mas também passeios ecológicos.
As trilhas no Parque da Guarita, o trekking no Morro das Furnas ou os passeios de barco pelo Rio Mampituba e pela Ilha dos Lobos.
Monumento ao Surfista
Localizado junto à Sociedade Amigos da Praia de Torres, é o único monumento da América Latina que presta este tipo de homenagem.
Esse é um trabalho da Artista Plástica Leda Christina Nácul, cujo título é "Tubo".
Construído em concreto, representa um surfista pegando onda.
Praia da Itapeva
Praia da Itapeva: tem 6.000 metros de extensão e localiza-se após o Parque da itapeva.
Tem esse nome devido ao Morro da Itapeva que em tupi guarani significa "pedra chata".
Roteiro no Morro da Itapeva - Inclui visita ao Camping Itapeva. Áreas de Mata Atlântica. Trilhas naturais pela vegetação nativa, dunas e lagoa. O morro se estende da lagoa até o mar.
Rio Mampituba
Rio que faz divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. O nome Mampituba é de origem tupi e significa "rio de muitas curvas".
Passeios de barco, visualização dos municípios de Torres e Passo de Torres, manguezais, vegetação nativa, pássaros, destacando as curvas acentuadas do rio, em seu caminho natural.
Sua foz foi fixada pelos molhes, o que facilita a saída dos barcos pesqueiros.
Torres do Meio
A mais importante das torres por seu tamanho é a do meio, também conhecida por Morro das Furnas. Fica a 600 metros do Farol separadas pela Praia da Cal. É um tabuleiro alongado, com 135.000 m2 de superfície superior. Toda a encosta oriental compõe-se de falésias perpendiculares, batidas no sopé pelas ondas do mar: aí estão as furnas, tão famosas e admiradas. O ponto culminante de Torres, a 66 m. de altitude, encontra-se no primeiro dos dois cumes.
A pontezinha é a mais conhecida, dali se contempla o curioso arco de pedra chamado Portão. Poucos têm a possibilidade de descer até a enseada atrás do Portão para observar de perto as furnas inacabadas, escavadas a um milhão de anos por um mar que era 5 a 8 metros mais alto que hoje. Em cima do morro, primeiro você passará pelo alto do Portão, de onde terá uma vista da enseada de cima.
Depois passará pelas furnas da Garagem, que é um dos pontos mais fotografados de Torres. Próximo a Lagoinha dos Suspiros, um capitel com uma cruz o convida a oração, já estimulada pela majestade do cenário. O acesso as furnas não constitui qualquer problema. Há escadas de concreto com corrimões. Nem todos sabem que a furna grande é a menor delas (à esquerda de quem desce a primeira escada) a Furninha é a maior (à direita). Os nomes foram consagrados há muito tempo. Na verdade a furna grande nem existe, é apenas um começo de gruta em que cada onda produz um estouro de ar comprimido quando penetra e uma bela cascata quando escoa. Ao descer a outra escada, você chega a uma plataforma quase ao nível do mar: é o diamante. A esquerda está a boca da Furna do Diamante em que a lenda diz estar escondido um diamante precioso.




































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