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Porto Alegre: Curso visa profissionalização no futebol

3/11/2010

Multinacionais, pequenas empresas, entidades e poder público. Parece que todo mundo só pensa nas oportunidades que o próximo Mundial pode trazer para o Brasil. Planejada ou não para o campeonato, qualquer benfeitoria urbana é taxada como obra pró-Copa. E quem tem espírito empreendedor também não tira o olho do calendário de 2014. Mas até que ponto os profissionais gaúchos entendem de futebol? Será que conseguem enxergá-lo como o negócio que é? Ambas as respostas podem ser descobertas no curso Kick Off: Futebol + Jornalismo + Business, realizado em Porto Alegre, que pretende mostrar como o futebol pode virar profissão.

Apesar de citar a atividade jornalística no próprio nome, o curso se dirige para variadas áreas. Segundo um dos criadores e diretor da escola, Tiago Mattos, os alunos são pessoas que dizem: “gosto de futebol, quero trabalhar com futebol, mas não sei como.” Em 13 semanas, eles têm encontros com comunicadores, treinadores, diretores de clubes, auxiliares técnicos, profissionais de marketing esportivo e comentaristas do Brasil e do exterior, incluindo um professor do MBA em Indústria do Futebol, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra.

A segunda turma que se formou recebeu, por exemplo, o técnico Dunga, que explicou como desenhava a seleção brasileira, Sergio Xavier, editor-chefe da revista Placar, e Caio Campos, gerente de marketing do Corinthians, um dos responsáveis pela contratação de Ronaldo. O ex-jogador Falcão também é figura certa na sala. E a próxima turma, no primeiro semestre de 2011, deverá ter aula com o jornalista Juca Kfouri.

“É fácil perceber que o mercado do futebol é gigantesco. A questão é saber se o país está preparado para este mercado. Ou se cria uma estrutura profissional para capitalizar este dinheiro e a Copa ser realmente um agente transformador, ou esse dinheiro vai escoar”, diz Mattos, que ainda vê muita ingenuidade em relação ao business futebolístico: “as pessoas acham que a Fifa vem com um caminhão de dinheiro e joga notas para o céu”.

Analisando, por exemplo, o que aconteceu com cidades que sediaram os últimos mundiais, quem vem para assistir aos jogos no Brasil e o que Porto Alegre representará para o campeonato de 2014, o curso aborda temas como patrocínios, análises táticas de jogo, departamentos de futebol, o futuro do futebol e o impacto do campeonato de 2014. O programa também inclui visitas a estádios, análise de um jogo ao vivo e bolões entre os participantes. E pode mostrar, segundo Tiago, o quão pouco lucrativa é a rixa entre os dois maiores times do Rio Grande do Sul: “Inter e Grêmio têm um visão provinciana em relação à Copa do Mundo. Qual estádio vai sediar? Vai ter cobertura ou não vai ter? Inter é X e Grêmio é X. Juntos, eles seriam 3 X. Eles deveriam pensar em ações conjuntas, não em disputa.”

Fonte: Terra Blogs

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