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Teste reforça tese contra rebaixamento do gramado


Clube gaúcho vai manter posição de usar caixa próprio nas obras
Divulgação: Marcelo G. Ribeiro/JC
Patrícia Comunello

Um equipamento conhecido como piezômetro deve sacramentar a tese colorada de que não é possível rebaixar o gramado do Beira-Rio para atender pedido do Comitê Organizador Local (COL), órgão oficial à frente dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O vice-presidente de Patrimônio do clube, Emídio Ferreira, informou ontem que o equipamento para medir o nível do lençol freático foi instalado em três pontos do gramado e deve gerar a prova de que a proximidade é inferior a 1,5 metro.

A solução do Internacional para garantir visibilidade de placas dos patrocinadores da competição, razão alegada pelo COL para rebaixar o gramado, será aumentar a altura das arquibancadas. Já no financiamento da reforma, o clube manterá posição de usar caixa próprio e tentará acertar com o Banrisul as garantias exigidas pela Fifa. Hoje o caixa colorado soma cerca de R$ 60 milhões - R$ 28 milhões da venda da área do antigo estádio dos Eucaliptos (a serem pagos em seis parcelas) e o restante oriundo da comercialização de 35 suítes e mais cadeiras vips. Ferreira aposta que uma vitória no Mundial de Clubes dará novo gás à venda dos espaços.

A medição com o piezômetro foi contratada pelo comitê junto a uma empresa na Capital e deve ser concluída até amanhã. "Até agora deu 1,4 metro a 1,5 metro, mas é preciso considerar que estamos em outubro, quando o nível do Guaíba é mais baixo. Nos meses da Copa (inverno), o nível recua a um metro", contrastou o vice-presidente. O custo elevado para fazer o rebaixamento e a necessidade de fechamento do estádio por até seis meses para as obras reforçam a posição da direção do Internacional.

O comitê também cobrou detalhamento do orçamento da reforma, avaliada em R$ 150 milhões. Somente a cobertura deve custar R$ 60 milhões. O dirigente informou que dez empresas apresentaram proposta para montagem da armação. Uma estrangeira, que Ferreira não revelou a procedência, listou menor preço. Há impasse sobre o real valor, pois a Fifa exige garantias e tenta convencer o Colorado a adotar o modelo de obra com construtora, incluindo acesso a linhas do Bndes, com juro mais baixo. Com isso, o investimento deve se elevar em mais de 30% devido à remuneração do incorporador.

Os dados financeiros poderão ser entregues até amanhã. Pedido de reunião já foi feito pelo clube. Segundo Ferreira, o único valor que precisou ser aberto foi o das instalações elétricas, avaliadas em R$ 20 milhões e cuja cifra era estimativa.

Prefeitura busca R$ 27 milhões para custear repaginação da Orla
A prefeitura de Porto Alegre tenta garantir R$ 27 milhões no orçamento da União para 2011 que seriam usados no projeto da nova Orla do Guaíba, com instalação de equipamentos e passeios, entre o Gasômetro e o Clube Gigante da Beira-Rio. A faixa de cinco quilômetros será o primeiro alvo do Grupo de Trabalho criado há oito anos e que apontou melhorias para integrar a cidade ao rio. O arquiteto e coordenador do GT da Secretaria Municipal de Planejamento, Marcelo Allet, disse ontem que as ações devem ficar prontas para a Copa do Mundo de 2014.

Ao falar para integrantes da Sociedade de Engenharia do Estado (Soergs), o arquiteto e especialista em planejamento urbano e regional esclareceu que há emendas de parlamentares federais gaúchos que assegurariam recursos. A verba será aplicada na execução do projeto. "Um representante do município está em Brasília para negociar a inclusão do pedido no orçamento do próximo ano", explicou Allet, que projeta o começo das melhorias no final de 2011. Já os custos para a elaboração do projeto executivo serão cobertos pelo município.

O coordenador terá encontro com a direção do Tecnopuc para discutir a possibilidade de a universidade assumir a elaboração de planos financeiros e técnicos. O banho de urbanismo da orla deve se ajustar à revitalização do Cais do Porto, que será executado por meio de Parceria Público Privada pelo governo estadual.

Ele apresentou aos integrantes da sociedade as soluções apontadas para sepultar o distanciamento entre Centro Histórico e bairros e o Lago do Guaíba. O projeto prevê instalação de quiosques de serviços e lazer, que terão seu uso concedido ao setor privado. Em alguns trechos, serão alargados passeios, corredores serão erguidos seguindo modelo de palafitas sobre a água, entre outras medidas. A concepção para a "vitalização" da região soma 70 quilômetros. Até 2014, só deve ficar pronto a primeira etapa.

Fonte: JC
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=44803

Educação a Distância

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