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| Getty Images |
27/08/2017
Jogador mais caçado em campo contra o Saint-Étienne, o brasileiro não se irritou nem se escondeu; e mostrou a sua liderança
Por Tauan Ambrosio
O Paris Saint-Germain bateu o Saint-Étienne por 3 a 0, e segue 100% após quatro rodadas no Campeonato Francês. A grande novidade nesse que é o primeiro grande confronto doméstico dos parisienses na temporada foi a ausência de gols ou assistências de Neymar.
O brasileiro bem que tentou buscar o jogo, mas pela primeira vez desde que se mudou para a Ligue 1 teve dificuldades. Tudo isso porque o técnico do Saint-Étienne, Oscar Garcia, instruiu seus jogadores a montarem uma verdadeira muralha a cada vez que a bola chegava aos pés do jogador mais caro da história.
Quando não tinha a posse da bola [ou seja, durante grande parte do jogo], os alviverdes formavam uma linha de 5 homens na defesa. Um ferrolho, nada incomum no futebol atual, difícil de se ultrapassar. Kurzawa, Rabiot ou Thiago Motta foram os que mais buscaram Neymar em passes. E em grande parte das vezes, o ala-direito Saidy Janko fechava espaços com ajuda dos zagueiros Ronael Pierre-Gabriel e Loic Perrin, além do meio-campista Habib Maiga.
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'Muralha' defensiva dificultou a vida de Neymar (Foto: Getty Images)
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Em determinado momento, até mesmo o meia-atacante Romain Hamouma voltou para ajudar a tapar, nas cercanias da área, o espaço para Neymar. Foi assim que pintou um dos lances mais bonitos do embate, com o camisa 10 ameaçando dribles alla Mané Garrincha e passando a bola por entre as pernas de Hamouma.
O passe para gol não veio de maneira direta, não será estatística. Mas Neymar soube mudar a sua abordagem, assim como fez o próprio PSG: ainda que preocupado com o seu espaço na meia-esquerda, Ney participava de jogadas em todos os setores do campo. Foi assim, caindo para o meio, que puxou atenção para si e possibilitou que Edinson Cavani se infiltrasse entre os zagueiros. Pelo lado esquerdo, o uruguaio entrou na área e recebeu lançamento açucarado do brasileiro. A assistência só não existiu graças ao pênalti cometido em cima do atacante.
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| Crise? Aparentemente não! (Foto: Getty Images) |
Neymar queria bater o penal, mas a responsabilidade ficou mesmo com o uruguaio. Uma crise relâmpago que pareceu terminar assim que as redes foram estufadas: Ney foi um dos primeiros a abraçar o companheiro. O primeiro tempo, no entanto, não foi de bom futebol para a equipe do treinador Unai Emery. A posse de bola era maior, mas quem chegou mais vezes com perigo foi o adversário.
O cenário no segundo tempo foi de melhora para o PSG, mas Neymar seguia perseguido pelos adversários. Saiu de campo como jogador que mais sofreu faltas em seu time [5], e tamanha era a pressão que foi quem mais perdeu a posse de bola [33 vezes]. Só que isso não é algo tão negativo quando representa a vontade de fazer a diferença.
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| Neymar foi o jogador mais caçado do PSG: 5 faltas sofridas (Fotos: Getty Images) |
Ainda que não tenha arriscado um só chute a gol, Neymar criou duas chances para seus companheiros e teve participação direta nos outros tentos anotados por Thiago Motta [cobrou a falta para Marquinhos fazer a assistência] e Cavani [deu excelente passe para o lateral Meunier cruzar rasteiro].
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O brasileiro participou de todos os 3 gols (Foto: Getty Images)
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Rápido entendimento na definição do batedor de pênalti, calma para lidar com as faltas sofridas e com a frustração de não ter podido ajudar daquela maneira direta. Neymar fez tudo isso e continuou a mostrar o seu poder decisivo. O terceiro capítulo da história entre o brasileiro e o PSG deixou claro que ele pode não ser apenas o astro, artilheiro, garçom e figura central do time: também pode se firmar, por méritos e postura, como um líder.
Fonte: GOAL.com







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