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Ateliê de Gravura da Fundação Iberê Camargo recebe o escultor Angelo Venosa

Foto - Angelo Venosa
Entre os dias 9 e 14 de setembro, o artista com mais de 30 anos de carreira participará do Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura da Fundação Iberê Camargo

Neste mês, o artista Angelo Venosa trocará o mármore, a cera e o chumbo, materiais geralmente utilizados em suas obras, pelo metal, para a criação de gravuras. O escultor, um dos mais expressivos das artes visuais do país, participa do Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura da Fundação Iberê Camargo, entre os dias 9 e 14 de setembro. Será a primeira vez que o paulistano trabalhará com a técnica utilizada por Iberê Camargo, da qual teve breve contato no início da carreira. Após uma semana de produção, no sábado (14), às 11h, Venosa receberá o público no auditório da Fundação para falar sobre a experiência e sua carreira.

Para desenvolver as gravuras, o artista já tem algumas referências sobre a linha que seguirá, porém permitirá que a imaginação o conduza. “Prefiro deixar que o encontro com o ambiente do ateliê, ‘gentes e coisas’ faça a roda girar”, afirma. Venosa não sabe de que maneira serão inseridos elementos cíclicos de sua obra nas peças, mas acredita que eles aparecerão naturalmente.

No ano passado, quando comemorou 30 anos de carreira, apresentou uma exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ), fazendo uma retrospectiva da sua trajetória. Seus trabalhos já tiveram passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Bienal de Veneza (1993), e Bienal do Mercosul (2005). Tem esculturas em espaços abertos ao público: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jardins); Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera); Pinacoteca do Estado de São Paulo (Jardim da Luz); Praia de Copacabana / Leme, no Rio de Janeiro; Santana do Livramento, Rio Grande do Sul e Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba.
  
Perfil do Artista

Surgiu na cena artística brasileira na década de 1980, tornando-se um dos expoentes dessa geração. Frequenta a Escola Brasil em São Paulo em 1973. Transfere-se para o Rio de Janeiro, no ano de 1974, onde gradua-se em Desenho Industrial pela ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial). Nos anos 80, assiste a cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e em 2007 defende a dissertação de mestrado “Da Opacidade”, na Pós Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Angelo Venosa surgiu na cena artística brasileira na década de 1980. É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura e não à pintura. Desde então, Venosa lançou as bases de uma trajetória que se consolidou no circuito nacional e internacional, incluindo passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira do Século XX (1987, Musée dArt Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993), e Bienal do Mercosul (2005). Em 2012, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ) consagrou-lhe uma exposição individual em comemoração aos 30 anos de carreira, que seguiu para a Pinacoteca de São Paulo em abril de 2013. Ainda em 2013 será lançado o segundo livro sobre sua obra, também publicado pela Cosac Naify.

Hoje o artista conta com várias esculturas públicas instaladas no pais: - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jardins); - Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera); - Pinacoteca de São Paulo (Jardim da Luz); - Praia de Copacabana / Leme, no Rio de Janeiro; - Santana do Livramento, Rio Grande do Sul e - Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba.

Exposições Individuais
2013
Angelo Venosa:panorama, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo
2012
Angelo Venosa:panorama, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
2009
Turdus, Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro.
Galeria Mercedes Viegas. Rio de Janeiro.
Os Amigos da Gravura, Museu da Chácara do Céu, Fundação Castro Maya, Rio de Janeiro
2008
Bolsa de Arte, Porto Alegre.
2006
Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte.
2005
Galeria Marília Razuk. São Paulo.
Galeria Mercedes Viegas. Rio de Janeiro.
2002
Galeria Marília Razuk. São Paulo.
2000
Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte.
2000
Galeria Camargo Vilaça, São Paulo.
Início da construção, em Santana do Livramento, fronteira do Brasil com o Uruguai, de O Aleph, labirinto circular de pedra, dentro do projeto "Fronteiras", realizado pelo Itaúcultural.
1998
Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Transferência da escultura pública da praça Mauá [Baleia] para a praia do Leme, no Rio de Janeiro.
1997
Centro Cultural São Paulo, São Paulo.
1994
Galeria Camargo Vilaça, São Paulo.
Galeria Alda Cortez, Lisboa.
1993
45ª Bienal de Veneza.
Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre.
1991
Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo.
1990
Instalação de escultura pública na Praça Mauá [Baleia], Rio de Janeiro.
1989
Galeria Sérgio Milliet, FUNARTE, Rio de Janeiro.
1988
Galeria Montesanti, Rio de Janeiro.
1987
XIX Bienal Internacional de São Paulo.
1986
Subdistrito Comercial de Arte, São Paulo.
1985
Centro Empresarial Rio, Rio de Janeiro.
Exposições coletivas
2013
O Tridimensional no Acervo do MAC: Uma Antologia, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC USP, São Paulo
Brasil Vívido, Sotheby's, New York
Forma e Presença, Simões de Assis Galeria de Arte, Curitiba
2012
Métodos empíricos para a extração (ou construção) de uma forma, Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte
Espelho refletido. O surrealismo e a arte contemporânea brasileira, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro
From the Margin to the Edge: Brazilian Art and Design in the 21st Century [Da margem ao limiar: Arte e design brasileiros no século XXI], na Sommerset House, Londres Buzz (Roesler Hotel # 21), Galeria Nara Roesler, São Paulo
Desenho Esquema Esboço Bosquejo Projeto Debuxo ou Desenho como forma de pensamento, Gabinete do Desenho - SMC. São Paulo
2011
Marco Universal — Meu Meio , SESC - Interlagos, São Paulo
2010
Mapas invisíveis, Caixa Cultural, Rio de Janeiro
Ponto de equilíbrio, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo
2009
Um mundo sem molduras. Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. São Paulo.
Experiências Contemporâneas. Coleção Marcantonio Vilaça noa MAC USP. Espaço Cultural Marcantonio Vilaça. Tribunal de Contas da União. Brasília.
2008
Geografías (in)visibles. Arte contemporáneo latinoamericano en la Colección Patricia Phelps de Cisneros, Centro Cultural Eduardo León Jimenes, Santiago de los Caballeros, República Dominicana.
Arquivo Geral, curadoria Fernando Cochiarale, Justiça Federal, Rio de Janeiro
2007
Da visualidade ao conceito 80-90: modernos, posmodernos, etc., Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.
Mono#Cromáticos – Vertentes na arte contemporânea brasileira, Galeria Mario Sequeira, Braga, Portugal.
80/90 Modernos Pós Modernos Etc, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo
2006
Arquivo Geral, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro.
Paralela São Paulo 2006. Pavilhão Armando de Arruda Pereira, Parque do Ibirapuera, São Paulo.
Mam na Oca. Arte brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo. MAM-SP, São Paulo.
Sem título, 2006. Comodato Eduardo Brandão e Jan Fjeld. MAM-SP, São Paulo.
Leilão Pratos para Arte IX, Museu Lasar Segall, São Paulo.
25 artistas, Mercedes Viegas Galeria de Arte Contemporânea, Rio de Janeiro.
Ecos y Contrastes. Arte contemporáneo en la Colección Cisneros, MARTE - Museo de Arte de El Salvador, San Salvador, El Salvador.
Ciccillo, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo.
2005
5ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre.
Ecos y Contrastes. Arte contemporáneo en la Colección Cisneros, MADC - Museo de Arte y Diseño Contemporáneo, San José, Costa Rica.
O corpo na arte contemporânea brasileira, Itaú Cultural, São Paulo.
Coletiva 2005, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro.
UniversidArte Acervo, Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro.
2004
Arquivo Geral – Arte contemporânea no Jardim Botânico, Galpão Arquivo Geral, Jardim Botânico, Rio
de Janeiro.
Paralela à 26ª Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo.
Onde está você, geração oitenta?, CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
Invenção de Mundos – Coleção Marcantonio Vilaça, Museu Vale do Rio Doce , Vila Velha, Espírito Santo.
Arte Contemporânea no Acervo Municipal, Centro Cultural São Paulo, São Paulo.
30 Artistas, Mercedes Viegas Escritório de Arte, Rio de Janeiro.
Olhar impertinente, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo.
2003
Marcantônio Vilaça - Passaporte Contemporâneo, MAC USP, São Paulo.
Meus Amigos, Espaço MAM - Villa-Lobos, São Paulo.
2002
Caminhos do contemporâneo, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
4ª ArtecidadeZonaLeste, Grupo Arte/Cidade. SESC São Paulo.
Territórios, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.
Paralelos: arte brasileira da segunda metade do séc. XX em contexto, Colección Cisneros, MAM-RJ.
Paralelos: arte brasileira da segunda metade do séc. XX em contexto, Colección Cisneros, MAM-SP.
10 Anos Marília Razuk, Marília Razuk Galeria de Arte, São Paulo.
Coleção Sattamini: esculturas e objetos, MAC-Niterói.
Fragmentos a seu imã, Espaço Cultural Venâncio, Brasília.
2001
Tempo Inoculado, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
A Trajetória da Luz, Instituto Cultural Itaú, São Paulo.
Jardim de Esculturas, MAM, São Paulo.
Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, MAM-SP, São Paulo.
O espírito de nossa época, MAM-SP, São Paulo.
O espírito de nossa época, MAM-Rio, Rio de Janeiro.
2000
Um oceano inteiro para nadar, Culturgest, Lisboa.
Jardins da Luz, Pinacoteca de São Paulo.
1999
Território expandido, Sesc Pompéia, São Paulo.
1998
Fronteiras, Instituto Cultural Itaú, São Paulo.
O Trio - Senise, Milhazes, Venosa, Sala Alternativa, Caracas.
O colecionador, MAM, São Paulo.
Tridimensionalidade na Arte brasileira do século XX, Itaú Galeria, Belo Horizonte.
Tridimensionalidade na Arte brasileira do século XX, Itaú Galeria, Brasília.
Tridimensionalidade na Arte brasileira do século XX, Itaú Galeria, Penápolis, São Paulo.
Arte brasileira no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998,
Centro Cultural São Paulo. São Paulo.
Espelho da Bienal, MAC-Niterói.
1997
Artecidade "A cidade e suas histórias", Secretaria de Estado da Cultura do Estado de São Paulo.
Tridimensionalidade Na Arte Brasileira do Século XX, Instituto Cultural Itaú, São Paulo.
Diversidade da Escultura Contemporânea, Instituto Cultural Itaú, Ministério da Cultura, São Paulo.
Experiências e perspectivas: 12 visões contemporâneas. Museu da Casa dos Contos. Ouro Preto, Minas Gerais.
1996
Venosa Senise, Ateliê Finep, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Pluralidade: arte brasileira contemporânea - doações recentes 1996. MAM, São Paulo.
Arte contemporânea no MAM. São Paulo.
Arte brasileira contemporânea na coleção João Sattamini. MAC-Niterói.
1995
Anos 80: o palco da diversidade, MAM-Rio, Rio de Janeiro
Anos 80: o palco da diversidade, Galeria de Arte do Sesi, São Paulo.
1994
Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal, São Paulo.
Pequeños formatos latinoamericanos, Luigi Morozini Gallery, San Juan, Porto Rico.
1993
Brasil Hoy, Galeria Valenzuela e Klenner, Bogotá, Colômbia.
Os pontos cardeais da arte, Casa das Rosas, São Paulo.
Esculturas ao ar livre, Centro Cultural São Paulo, São Paulo.
206; videoinstalação, Magnetoscópio, Companhia Atlantic de Petróleo. São Conrado Fashion Mall, Rio de Janeiro.
Anti Corpo, MAC-RS, Porto Alegre.
A caminho de Niterói: coleção João Sattamini, MAC-Niterói, Niterói.
1992
Galeria Camargo Vilaça, São Paulo.
A Sedução dos Volumes, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
Brazilian Contemporary Art, IBAC, Rio de Janeiro.
Escultura 92, 7 Expressões, Espaço RB1, Rio de Janeiro.
Frida, Ivens, Nuno, Venosa. Casa das Rosas, São Paulo.
Galeria Sotavento, Caracas, Venezuela.
Lúcida Lâmina, Galeria GB, Rio de Janeiro.
Polaridades e Perspectivas, Paço das Artes, São Paulo.
A caminho de Niterói: coleção João Sattamini, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
1991
80/90 Formas Tridimensionais: A Questão Orgânica, Museu Municipal de Arte, Curitiba.
Brasil, la Nueva Generación, Museo de Bellas Artes, Caracas, Venezuela.
Panorama de Arte Brasileira Atual, Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1990
Instalação de escultura pública na Praça Mauá, Rio de Janeiro.
Sala Uno, Roma.
Viva BRASIL Viva, Liljevalchs Konsthall, Stockholm.
1988
10º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro.
Escultura para a Nova Praça Mauá, Galeria do Centro Empresarial Rio, Rio de Janeiro.
Panorama de Arte Brasileira Atual, Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1987
Senise/Watson/Venosa, Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro.
Modernidade, Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris e MAM/São Paulo.
1986
9º Salão Nacional de Artes Plásticas, B. Horizonte.
A Nova Dimensão do Objeto, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.
Nova Escultura, Galeria do IBEU, Rio de Janeiro.
Projeto Arte Brasileira, FUNARTE, Rio de Janeiro.
Sete Décadas de Influência Italiana na Arte Brasileira, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
1985
8º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro.
Arte/Construção, Centro Empresarial Rio, Rio de Janeiro.
Ateliê da Lapa, Universidade Federal Fluminense, Niterói.
Galeria Subdistrito, Inauguração, São Paulo.
Rio Narciso, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro.
1984
7º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro.
Arte Brasileira Atual, Universidade Federal Fluminense, Niterói. (Prêmio Souza Cruz).
1983
Pintura no Metrô, Rio de Janeiro.
Pintura! Pintura!, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro.

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