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Top 5 'fins do mundo' para a Seleção


21/12/12

Da Redação esportes@band.com.br

No dia em que o mundo só fala no fim do mundo segundo calendário maia, o Portal da Band lembra que, pelo menos para a seleção brasileira de futebol, o "apocalipse" aconteceu algumas vezes. Relembre cinco episódios que pareciam ser o fim dos tempos. Pelo menos no mundo da bola.

Derrota para o Uruguai na final da Copa de 50 – 16 de julho de 1950
A “mãe” das derrotas do futebol brasileiro. O Maracanã tinha 200 mil pessoas ou mais, todas, ou quase, apenas contando os 90 minutos para comemorar o primeiro título mundial. E em casa. Ao Brasil, bastava o empate. Mas a Seleção perdeu de 2 a 1 para o Uruguai, de virada, e o futebol brasileiro passou pelo seu primeiro apocalipse sem esboçar reação, quase em silêncio, não fossem o choro de alguns – inclusive de Zizinho. O país ainda levaria oito anos para se recuperar, ao vencer a Copa de 58, e acabar com o que Nelson Rodrigues chamava de “complexo de vira-latas”.

Derrota para a Itália na Copa da Espanha – 5 de julho de 1982
A tragédia de 50 estava superada, e o Brasil já tinha três estrelas na camisa. Mas a Copa de 1982 era o momento para voltar ao topo do mundo com a melhor geração desde 70. Zico, Junior, Falcão, Cerezo, Leandro, Sócrates... A lista era grande. O futebol dessa turma, também. Mas a Itália, como vilã dos filmes-catástrofe, vingou-se de 70 com uma das mais doloridas e surpreendentes derrotas da história da Seleção. O Brasil precisava apenas de um empate para avançar, mas caiu por 3 a 2. Paolo Rossi foi o “cavaleiro do apocalipse” da Seleção, com três gols, no episódio que entrou para a história como a “Tragédia de Sarrià”. A Itália avançou e foi campeã. E a geração de Zico ficou tão conhecida pela queda em Barcelona quanto pelo belo futebol que mostrou na Espanha.

Chocolate francês na Copa de 98 – 30 de junho de 1998
O Brasil era o atual campeão e tinha Ronaldo em grande fase. Mas o sonho do penta em 98 começou a se tornar pesadelo na manhã da final. O Fenômeno passou mal, assustou todo o elenco e estava fora do jogo contra a França. Foi o primeiro tremor. Mas o atacante apareceu para jogar, foi a campo e, no primeiro encontrão com o goleiro Barthez, o time engoliu seco. Futebol, no lado brasileiro, não houve naquela noite em Saint-Denis. E sobrou para Zinedine Zidane, autor de dois dos três gols da vitória francesa. Inesperada, e envolta por mistérios sobre o problema de Ronaldo, a derrota parecia o fim do mundo.

Lesão de Pelé na Copa do Chile – 2 de junho de 1962
Todo o país chorou a lesão de Pelé. Depois de quatro construindo a áurea de craque, em um processo iniciado em 58, o Rei teria, no Chile, a chance de confirmar a expectativa de levar o bi mundial. Mas, já no segundo jogo, contra a então Tchecoslováquia, Pelé se lesionou e saiu carregado. Parecia, de fato, o fim da Copa para o Brasil. Não foi. Garrincha assumiu o papel de herói e liderou a Seleção ao bi.

Eliminação na semi da Olimpíada 1996 – 31 de julho de 1996
Depois de ganhar o tetra na Copa de 94, após 24 anos de jejum, era a hora de acabar com a obsessão pelo ouro olímpico. Dois anos depois, em Atlanta, o Brasil reuniu uma jovem geração de talento, com Ronaldo – que ainda não era o Fenômeno, e carregava o diminutivo no nome – e Rivaldo. Na semifinal, no Stanford Stadium, o Brasil vencia a Nigéria por 3 a 1, mas cedeu o empate. Na “morte-súbita”, Kanu foi o impiedoso carrasco, com dois gols – os dois decisivos. E virou o símbolo daquela derrota.

Fonte: Band Esporte


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