| Presidente do Inter, Vitório Piffero, anuncia plano para o Beira-Rio (Crédito: Federasul/Divulgação) |
Alexandre de Santi - Porto Alegre
21/10/2010 10:56 h
Pressionado pela Fifa a apresentar garantias financeiras da reforma do Beira-Rio, o presidente do Sport Club Internacional, Vitorio Piffero, revelou nesta quarta-feira (20) que o clube estuda formas de contrair um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A instituição bancária tem uma linha destinada apenas para estádios públicos que serão utilizados na Copa de 2014, batizada de BNDES ProCopa Arenas, que exclui projetos de clubes. Em função disso, a operação seria realizada por meio de um banco “repassador”, afirmou Piffero; ou seja, um banco disposto a assumir o risco de realizar o empréstimo para o clube.
De acordo com o presidente colorado, que deu entrevista coletiva ao lado do presidente eleito do Grêmio, Paulo Odone, em evento realizado na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre, o empréstimo seria de R$ 70 milhões e teria a missão de garantir o fluxo de caixa da obra do Beira-Rio, orçada em R$ 155 milhões.
Piffero disse que o clube já tem R$ 60 milhões em caixa destinados exclusivamente à reforma e que, com o empréstimo, poderia comprovar à Fifa que tem capacidade financeira para concluir as melhorias no estádio em tempo para a Copa das Confederações, como exige a entidade.
Rebaixamento desnecessário
Ainda na entrevista, Piffero afirmou que tentará convencer o Comitê Organizador Local (COL/2014), que representa a Fifa no Brasil, de que o rebaixamento do gramado do Beira-Rio não será necessário. A hipótese foi levantada na última reunião do COL, quando o Comitê informou que existiam 10 pontos cegos no anel inferior do estádio. “Nós vamos provar que não é preciso rebaixar o campo”, disse o presidente colorado. Vale lembrar que o rebaixamento, em um estádio implantado sobre terreno de aterro, pode levar o projeto do Beira-Rio a até dobrar de preço.
Na última segunda-feira (18), Piffero participou de uma reunião no BNDES, em Brasília, para tratar do assunto. O Inter também já conversa com bancos privados para avaliar a possibilidade da operação. Um dos bancos citados por Piffero foi o Banrisul, banco público estadual, atual patrocinador da camiseta do Inter. As condições básicas do empréstimo contraído indiretamente ao BNDES seriam similares a do BNDES ProCopa Arenas: juro de 6,9% ao ano, mais taxa de juros de longo prazo, carência de três anos e 13 anos para pagamento.
Piffero disse que encara com naturalidade os pedidos da Fifa e que prevê novas exigências da entidade durante a obra. “Os pedidos da Fifa não se esgotaram ainda”, alertou. O presidente colorado alertou que todos os estádios correm o risco de serem descredenciados para a Copa, caso surjam problemas até 2014: “O risco de perder a Copa é de todos os estádios”. O dirigente afirmou também que o Inter agirá com cautela para atender aos pedido da Fifa. “Faremos tudo mas na medida do possível”, destacando que a reforma do estádio está sendo feita para agradar o sócio colorado.
Piffero lembrou que 50% do custo da obra é referente à cobertura do Beira-Rio, orçada em R$ 75 milhões, item que não contempla as exigências da Fifa. O presidente, no entanto, descartou a hipótese de abandonar a proteção contra chuvas para investir em outros setores do estádio.
Sobre a possibilidade de se associar a uma construtora para garantir a obra (uma das hipóteses abordadas pela Fifa), o dirigente colorado limitou-se a dizer que o clube recebeu uma proposta que prevê um custo mais de 50% acima do que o que foi orçado pelo próprio Inter para a reforma do estádio.
Por enquanto, em razão desse valor maior, a alternativa não é prioridade para o clube. “Essa garantia tem um custo. A empresa tem que ser remunerada pelo seu trabalho, seu risco e seu lucro. A diferença, evidentemente, tem que existir”, afirmou Piffero.
Fonte: Portal 2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário