Samu prepara ação de conscientização contra trotes

Este ano, o Samu já recebeu mais de 33 mil chamadas falsas
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

28/08/2014 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Porto Alegre está desenvolvendo ações de conscientização para enfrentar os trotes telefônicos que prejudicam o serviço. Este ano a central já recebeu mais de 33 mil chamadas falsas. Isso representa 21% de todos os chamados que os atendentes do Samu recebem. Os contatos do Samu com quem passa trotes já podem estar diminuindo esta incidência. O relatório parcial de agosto (até o dia 28) aponta 28.850 chamadas, sendo 5.374 trotes. “Isso representa uma redução de 18,63% no volume de trotes, em relação ao índice parcial de 2014” , comemora Miria Patines, coordenadora-geral do Serviço.

Para disseminar a conscientização e agir diretamente com a população, o serviço está preparando uma unidade móvel que vai percorrer escolas e os lugares de onde se originam a maior parte dos trotes. A ambulância (reformada e que já não faz mais parte da frota de atendimento) terá um visual característico, tendo os desenhos do Samuzinho, personagem infantil criado para esta campanha, estampado nas laterais. A equipe vai conversar com alunos e pessoas da comunidade, explicando os problemas gerados pelos trotes. “A educação é nossa melhor arma para enfrentar este problema”, completa a coordenadora-geral do Samu. A unidade móvel Samuzinho está em fase de adesivagem, e deverá entrar em ação nas próximas semanas.  

As ligações são feitas tanto por crianças quanto adolescentes e até adultos. Muitas delas são detalhadas e chegam a convencer os atendentes. Em alguns casos, ambulâncias acabam sendo deslocadas para ocorrências fantasiosas. “Este tempo perdido pode representar a diferença entre a vida e a morte para alguém que realmente está precisando de atendimento e fica esperando a unidade que está longe dali atendendo uma chamada falsa”, conta Miria. 

Ela ressalta, porém, que todas as ligações são gravadas, o que permite fazer um rastreamento e identificar a origem da chamada. Um destes casos foi de um homem de 39 anos, com problemas mentais e que mora com os pais. Ele ligava de três celulares para fazer chacotas com as atendentes do Samu. Foi responsável por mais de 3 mil chamadas. O Samu conseguiu chegar até a família e conversou com os pais, que se comprometeram a impedir que o filho retomasse os trotes. O problema parou, mas se voltar a acontecer, ressalta Miria, os pais podem ser responsabilizados. 

O Samu também conversou com a avó de uma menininha que ligava para falar com o “Sami”. Ela se revelou surpresa com a atitude da neta e a convenceu a não ligar mais. 



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