COPA AMÉRICA: um raio-x das seleções que disputam o torneio

Argentina, Brasil, Chile e Uruguai iniciam a competição como principais favoritos; 
Colômbia, México e Equador correm por fora - Reprodução/Facebook/Montagem
07/06/2016

GRUPO A

Colômbia: renovada, ainda forte

A seleção colombiana fez uma bela campanha no Mundial de 2014, chegando às quartas de final, fase na qual acabou derrotada pelo Brasil por 2 a 1. Entretanto, a campanha na Copa América do ano passado foi mais discreta: os “Cafeteros” conseguiram apenas uma vitória em quatro partidas e acabaram eliminados pela Argentina. Buscando retomar o status ascendente da Colômbia no futebol mundial, Jose Pekerman tem como destaques da equipe o goleiro David Ospina, do Arsenal (ING), o meia James Rodríguez, do Real Madrid (ESP), o artilheiro Carlos Bacca, do Milan (ITA) e o jovem Marlos Moreno, do Atlético Nacional (COL). Já os experientes Pablo Armero, Camilo Zúñiga, Falcao García, Teo Gutiérrez e Jackson Martínez não foram convocados, reforçando o momento de renovação do selecionado colombiano.

Costa Rica: sensação da Copa do Mundo quer surpreender de novo

A Costa Rica chega à Copa América Centenario sem sua grande estrela, o goleiro Keylor Navas, do Real Madrid (ESP), que está lesionado. A missão dos “Ticos” não é nada fácil, já que o grupo A conta com Colômbia, Paraguai e Estados Unidos. Mas vale lembrar que a seleção costarriquenha foi a sensação da última Copa do Mundo, quando chegou às quartas de final. Os grandes destaques do elenco são os experientes meias Celso Borges, do Deportivo La Coruña (ESP) e Bryan Ruiz, do Sporting (POR), além do atacante Joel Campbell, do Arsenal (ING). O selecionado costarriquenho chega com moral para aquele que é considerado o “grupo da morte”.

Estados Unidos: anfitriões almejam as semifinais

Sob o comando de Jürgen Klinsmann, os americanos chegaram às oitavas de final na última Copa do Mundo, caíram para a Bélgica em um jogo duríssimo, decidido na prorrogação. Nesta edição especial da Copa América, que inclui países de toda América, os yankees terão nova oportunidade de competir com seleções de tradição no futebol, o que não acontece quando disputam a Copa Ouro da Concacaf. Ainda contam com a vantagem de serem os anfitriões – detalhe que ganha mais importância com o crescimento da MLS (Major League Soccer) e o interesse cada vez maior do americano pelo futebol jogado com os pés. Ciente do desafio que sua seleção vai ter já na primeira fase, Klinsmann tem como objetivo as semifinais.

Paraguai: mescla de experiência e juventude é a aposta da Albirroja

O Paraguai não vem bem nas eliminatórias, tem um grupo difícil e perdeu os lesionados Pablo Aguilar (América-MEX), Néstor Ortigoza (San Lorenzo-ARG) e Roque Santa Cruz (Málaga-ESP), peças importantes na equipe. Por outro lado, tem um sistema defensivo sólido e vai apostar na juventude no setor ofensivo, com destaque para os jovens Darío Lezcano e Derlis González, o responsável pela eliminação do Brasil na Copa América 2015. A Albirroja chega à Copa América Centenário menos badalada do que alguns rivais sul-americanos, mas é sempre difícil de ser batida.

GRUPO B

Brasil: sem o mesmo prestígio do passado e sem Neymar, mas sempre favorito

Como contornar a “neymardependência”?

Sem Neymar, fora da competição após acordo do Barça com a CBF que prevê sua liberação apenas para os Jogos Olímpicos, a Seleção Brasileira precisará apresentar um jogo coletivo mais eficiente do que mostrou na última Copa do Mundo se quiser sonhar com o título. No amistoso contra o Panamá, Dunga testou o time com Elias, Renato Augusto e Willian no meio, mais recuado, e Hulk na frente. Pode ser que o treinador aposte em uma formação com um meia no lugar de um volante de marcação, o que deixaria o time mais solto. Willian, Phillipe Coutinho e Jonas despontam na preparação como os prováveis integrantes do trio ofensivo que deve iniciar o torneio.

Jogadores com brios

Após as mudanças por contusões, o grupo atual só tem três atletas que disputaram a última Copa do Mundo: Daniel Alves, Willian e Hulk, todos reservas na semifinal contra a Alemanha. Dunga – e toda a torcida brasileira – espera um grupo empenhado em vencer e recuperar o prestígio da Seleção. O elenco não é brilhante tecnicamente, mas Dunga espera um time aguerrido, menos individualista e rápido na troca de passes.

Falta de um craque

Sem Neymar, outros atletas terão mais espaço para se destacar, como Philippe Coutinho e Willian, prováveis titulares. O jogo coletivo deve sobressair, uma vez que a equipe não jogará em função do camisa 10. Mas não se pode dizer que um time sem Neymar é melhor. Nas horas decisivas, o único jogador brasileiro que é craque pode fazer falta. Seus dribles ajudariam a desmontar adversários que atuam fechados como o Equador, rival mais difícil da fase de grupos. 

Dá pra ser campeão com esse time?

Mesmo não vivendo um dos seus momentos de maior glória, a Seleção Brasileira tem tradição, portanto não pode ser descartada como uma das favoritas. O grupo menos difícil com Equador, Peru e Haiti permite dizer que o Brasil terá oportunidade de ganhar confiança, caso consiga bons resultados na fase inicial. Embalado, é sempre favorito.

Equador: embalado pela campanha nas eliminatórias

O Equador é o segundo colocado nas eliminatórias, com 12 pontos. Por isso, chega otimista ao torneio e acredita que pode realizar sua melhor campanha – o histórico da seleção não tem participações de destaque, exceto pela campanha de 1993, quando conseguiu um quarto lugar. Junto com o Brasil, os equatorianos entram como favoritos no grupo e têm grandes chances de avançar para a próxima fase. O destaque da equipe de Gustavo Quinteros é Antonio Valencia, atualmente titular do Manchester United.

Haiti: franco-atiradores

Os Granadeiros não têm nada a perder, são franco-atiradores. Um bom resultado contra o Peru pode colocá-los na briga por uma vaga, mas as chances são pequenas. O goleirão Johnny Placide é um dos poucos nomes que atua em uma grande liga, defende o Reims (FRA).

Peru: Guerrero, a estrela solitária

A equipe de Ricardo Gareca tem Paolo Guerrero como destaque, ainda que o camisa 9 não esteja vivendo grande fase no Flamengo. Nomes como Carlos Lobatón, Yordy Reyna, Josepmir Ballón e Christofer Gonzales ficaram de fora da convocação, bem como os veteranos Pizarro, Farfán, Vargas, Zambrano e Carrillo, que sequer apareceram na pré-lista. Com Guerrero como estrela solitária do elenco, o renovado Peru tem a segunda média de idade mais baixa da competição: 26 anos.

GRUPO C

México: atual campeão da Concacaf e invicto há 19 jogos, promete dar trabalho

Desde que assumiu a seleção, Juan Carlos Osorio venceu as sete partidas que disputou. Sua seleção tem um plantel competitivo e experiente, é atual campeã da Copa Ouro e está com a confiança em alta, o que gera expectativa de bons resultados nos torcedores mexicanos. Osorio não contará com os irmãos Giovani e Jonathan dos Santos, mas tem o goleiro Guillermo Ochoa (Málaga), o meia Andrés Guardado (PSV Eindhoven) e os atacantes Javier “Chicharito” Hernández (Bayer Leverkusen) e Raúl Jiménez (Benfica) como armas principais. Vale lembrar que o treinador aplica na seleção mexicana a variação de formação tática e o rodízio de jogadores conforme as características do adversário, mesmo método que usava em sua passagem pelo São Paulo.

Uruguai: camisa, garra e Luisito Suárez são as armas da favorita Celeste

O Uruguai é um dos favoritos ao título, mas provavelmente só poderá contar com Luis Suárez na terceira partida, contra a Jamaica. E ele pode não estar com a condição física ideal. Mesmo sem Luisito, a Celeste é muito forte. Conta com Godín, Arévalo Ríos e Cavani em ótima fase em seus clubes. O atual elenco uruguaio tem, além da tradicional garra, boa qualidade técnica, e soma-se a isso a tradição na Copa América – são 15 taças e o status de maior vencedor da competição. A seleção de Óscar Tabárez tem desafio duro ante o México na estreia, depois pega Jamaica e Venezuela, adversários teoricamente mais fracos.

Jamaica: muita velocidade e jogo aéreo perigoso

Os jamaicanos fizeram uma ótima Copa Ouro no ano passado, conseguiram bater os Estados Unidos por 2 a 1 na semifinal do torneio e só pararam na final, contra o México. Hoje os adversários sabem que a Jamaica não é um adversário fraco, conforme a pouca tradição no futebol sugere. Bons no jogo aéreo e muito velozes, os Reggae Boyz não estão nos Estados Unidos à passeio.

Venezuela: time jovem é a esperança de conseguir bons resultados

Outra seleção que chega à Copa América com renovação como palavra de ordem. O técnico venezuelano Rafael Dudamel, ex-goleiro do time nacional, tem os jogadores mais jovens do torneio. A Venezuela tenta se reinventar para conseguir uma boa campanha, para isso, aposta na experiência do atacante Salomón Rondón, do West Bromwich (ING) e nos jovens Adalberto Peñaranda e Juan Pablo Añor. Nas eliminatórias, a seleção soma apenas um ponto em seis rodadas.

GRUPO D

Argentina: equipe forte e o melhor do mundo pelo fim do jejum de títulos

A Argentina é a primeira colocada no ranking da Fifa, tem Lionel Messi e um plantel recheado medalhões como Di Maria, Javier Mascherano, Javier Pastore, Higuaín e Sergio Agüero. Não há como negar o favoritismo dos hermanos, no entanto, o caminho para o título não é dos mais fáceis. Se Bolívia e Panamá não parecem ser grandes ameaças, o Chile, adversário da final da edição de 2015, é um rival direto pela taça. Nas quartas de final, pode pintar México ou Uruguai, e daí pra frente não existe jogo fácil. A Albiceleste precisa passar por todos esses obstáculos se quiser dar fim ao jejum de títulos de mais de 20 anos.

Chile: atual campeã aposta em estilo agressivo para triunfar novamente

O técnico Juan Antonio Pizzi vem mantendo o estilo agressivo da seleção campeã com Jorge Sampaoli em 2015. Conta com Arturo Vidal jogando em altíssimo nível pelo Bayern de Munique (ALE) e o sempre perigoso Alexis Sánchez, além do goleirão do Barcelona Claudio Bravo e Charles Aránguiz em ótima forma no Bayer Leverkusen. Mesmo sem Valdívia por opção de Pizzi, e Fernández e Felipe Gutiérrez fora por lesão, a La Roja acredita ter chances de título. Com as últimas boas campanhas em torneios importantes, tem condições de chegar pelo menos à semifinal.

Panamá: chance de teste com os grandes da América

Os panamenhos já devem estar muito satisfeitos pela chance de jogar a Copa América Centenário ao lado de algumas das melhores seleções do planeta. Sem tradição no futebol, a seleção está em ascensão e ainda sonha em disputar sua primeira Copa do Mundo. No torneio continental, o que se espera do Panamá é que consiga ser competitivo.

Bolívia: baixa expectativa por boa campanha

Julio César Baldivieso não conta com a simpatia de Marcelo Martins Moreno, melhor jogador da Verde. O ex-cruzeirense, atualmente no Changchun Yatai, da China, não jogará a Copa América Centenário. Outros problemas, como o curto tempo de preparação para entrosar o elenco e as lesões de Jaime Arrascaita (Bolívar) e Alejandro Chumacero (The Strongest), peças importantes, reduziram as expectativas dos bolivianos de verem o selecionado nacional ir bem na Copa América. Sendo assim, desbancar Chile ou Argentina e igualar as quartas de final alcançadas em 2015 parece ser o objetivo da equipe.

Fonte: Jovem Pan

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