Tour da tocha olímpica colore a Grécia de verde e amarelo

Tocha olímpica passa por cidades gregas, reunindo milhares de pessoas
Foto: Roberto Castro/ME

26/04/2016

Ainda na fase grega, revezamento passou neste domingo por seis cidades

Quando a tocha olímpica passou pelas ruas da cidade de Tessalônica neste domingo, o economista Dimitri Solomonidis não poupou esforços para garantir o melhor ângulo para registrar o momento. Vestindo uma camisa com a bandeira brasileira e fã declarado dos esportes, Dimitri é um exemplo da admiração que os gregos têm pelo Brasil. Seus gestos reforçaram o objetivo de promover a união entre os povos transmitida pelo revezamento da chama olímpica.

Casado com uma brasileira, Dimitri e a família vão a cada dois anos ao Brasil, desde que a filha, de sete anos, nasceu. O Rio de Janeiro, aliás, foi uma das cidades visitadas por ele. "O Brasil é muito importante para mim. As pessoas são amigáveis e solidárias. Já estive lá três vezes", contou.

Destino Brasil

Segunda a carregar a tocha na cidade de Tessalônica, a remadora grega Stella Koumpli, duas vezes medalhista em campeonatos mundiais, estava orgulhosa por, mesmo longe, fazer parte dos Jogos Olímpicos portando a chama que segue rumo ao Rio de Janeiro. A atleta ainda não conhece o Brasil, mas planeja visitar o País. “Definitivamente seria um sonho viajar para o Brasil”, declarou. E o que ela pensa sobre os brasileiros? “São amáveis, hospitaleiros e gostam de dança.”


Concurso

O domingo foi movimentado na Grécia. Além de Tessalônica, a chama olímpica passou por Serres, Chrisso, Drama, Kavala e pernoitou em Alexandroupoli, onde foi recomeçado o revezamento, nesta segunda-feira. No total, já foram 23 cidades visitadas no país europeu.

Em Kavala, cidade portuária com cerca de 63 mil habitantes, a prefeitura fez um concurso na Escola Municipal para definir os jovens que teriam a honra de carregar a tocha. O desafio foi nas redes sociais, e o tema era falar sobre os Jogos Olímpicos. Uma das vencedoras foi Riala Krossynchy. Aos 16 anos, ela disse que foi difícil segurar o nervosismo. "Ali na chegada, na entrada para a prefeitura, vi toda aquela gente e fiquei nervosa", admitiu.

Riala vai acompanhar os Jogos Rio 2016 e revelou que ama as praias brasileiras. "Vou assistir à Olimpíada pela televisão. Conheço o Rio de Janeiro só pela internet, mas sei que as praias são incríveis. Gostaria muito de conhecer Copacabana", contou, aos risos.

O grego Ilomel Kasaridis, também de 16 anos, brincou com a evolução das modalidades esportivas nas Olimpíadas para vencer a gincana. Apaixonado por atletismo, ele disse ter ficado impressionado com a quantidade de jornalistas internacionais acompanhando a tocha. "Legal demais. Tem gente do mundo todo aqui. Bom saber que o Brasil vai conhecer um pouco da minha cidade", finalizou.

Roteiro de segunda-feira:

Alexandroupoli
Komotini
Xanthi
katerini
Larissa

Como será no Brasil?

Antes de chegar ao Brasil, em 3 de maio, a tocha olímpica conclui o revezamento na Grécia e tem uma rápida passagem pela Suíça. Durante o trajeto em terras brasileiras, a tocha será carregada por cerca de 12 mil pessoas, além de voar 10 mil milhas pelo País. Ela passará por 83 municípios escolhidos como "cidade celebração". Em cada um desses locais haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. Todas as capitais estão incluídas na lista.

O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 localidades. Um grupo de 300 cidades receberá o revezamento propriamente dito e outras 200 cidades assistirão à passagem do comboio com a chama exposta.

O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.


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