Comboio da tocha na Grécia atrai participação popular e manifestações culturais


Foto: Roberto Castro/ Ministério do Esporte

26/04/2016

Chama passou por cinco cidades gregas nesta terça-feira. Gregos vivem emoção de participar dos Jogos Rio 2016

A tocha olímpica dos Jogos Rio 2016 segue seu caminho pela Grécia levando a chama sagrada de Olímpia em direção ao Brasil. Nesta segunda-feira (25.04), o fogo olímpico passou  Alexandroupolis, Larissa, Komotini, Xanthi e Katerini, totalizando 463 quilômetros rodados. A chama chegará a Atenas nesta terça, passando antes por Chalkida, Marathonas e Eleonas.
Nessa jornada, não são apenas os carregadores da tocha que vivem intensamente a emoção de participar, pelo menos por um dia, do maior evento esportivo do mundo. As cidades recebem a chama com muita festa, aplausos, gritos, apresentações culturais e participações especiais dentro do comboio do revezamento.

Em Larissa, a 370 km de Atenas, a oportunidade de valorizar os costumes locais foi bem aproveitada pela advogada Alexandra Kasika e pela economista Stella Kalfountzou. As duas aguardavam o início da cerimônia de celebração da chama olímpica com vestimentas típicas da região, confeccionadas, predominantemente, em vermelho, preto e dourado. Os lenços na cabeça, os panos cuidadosamente costurados à mão e até os sapatos carregavam uma simbologia que elas queriam apresentar para o mundo naquele momento único para a cidade de 145 mil habitantes.

Alexandra vestia uma vestimenta típica de Anatoli e Stella trajava um pouco da tradição de Farsala, dois vilarejos próximos a Larissa. "É uma oportunidade única para nós, pois nem sempre conseguimos mostrar nossa cultura, nossas roupas, nossa história e, especialmente, nossa cidade para o resto do mundo", disse Alexandra. "É um grande momento para Larissa e para o povo grego. Estamos muito orgulhosas", completou Stella.

A manifestação cultural, aliás, tem sido uma grande atração da passagem da tocha pela Grécia. Em todas as cidades em que houve cerimônias, o fogo sagrado foi recebido por orquestras locais, coral sinfônico de escolas, grupos musicais de violeiros e, claro, como aconteceu em quase todos as cidades, a apresentação da dança grega, que possui uma enorme variação de estilo e características. "Temos muitas danças, com características locais, com variações de região para região", comentou Alexandra.


Foto: Roberto Castro/ Ministério do Esporte

No rastro do comboio

Foto: Roberto Castro/ Ministério do Esporte
O farol de Alexandroupolis, município de 70 mil habitantes próximo às fronteiras da Bulgária e Turquia, foi um dos cenários por onde a chama olímpica passou nesta segunda-feira. No comboio oficial, além dos condutores e da equipe que escolta a tocha olímpica, a professora primária Alexandra Sidira e mais seis mulheres acompanhavam todo o trajeto na cidade em cima de botas de Kangoo Jump. Todos os dias, as oito gregas praticam, por pelo menos duas horas, a modalidade em uma grande academia de Alexandroupolis. "Nós fomos convidadas para participar desse momento das Olimpíadas, que nasceram aqui na Grécia, e é claro que nem precisamos pensar na resposta e aceitamos. E aqui estamos agora", contou.

Alexandra, Kostadina, Anthys, Afrodite, Alexia, Iota e Eleonara, destacaram a importância do tour da tocha pela Grécia. "Estamos passando por momentos difíceis aqui e é bom mostrar para o mundo que estamos vivos, que podemos fazer isso. Estar aqui é muito importante e estamos felizes por isso", disse Alexandra.

Foto: Roberto Castro/ Ministério do Esporte


Revezamento no Brasil

Durante a rota no Brasil, marcada para começar em 3 de maior e terminar em 5 de agosto, a tocha será carregada por cerca de 12 mil condutores, além de voar 10 mil milhas pelo país. O símbolo olímpico vai passar por 83 municípios escolhidos como "cidade celebração": em cada um desses locais haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. Todas as capitais estão incluídas na lista.

O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 localidades: 300 cidades receberão o revezamento propriamente dito e outras 200 assistirão à passagem do comboio com a chama exposta.

O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.

Fonte: Brasil 2016

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