SÍRIOS DA SELEÇÃO VESTEM CAMISA COM ROSTO DE PRESIDENTE BASHAR AL-ASSAD

Dirigente, Fajr Ibrahim, treinador, e Osama Omari, jogador, vestem camisa do presidente 
sírio Bashar al-Assad (Foto: REUTERS/Patrick Johnston)

17/11/2015

Técnico defende chefe de estado contra o qual terroristas do Isis se rebelam e diz que não liga para França: "Eu me preocupo com meu país. Todo mundo luta contra nós"

Dirigente, treinador e jogador da seleção da Síria foram a entrevista coletiva nesta segunda-feira (16-11), véspera do confronto contra Cingapura, pelas eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo de 2018, vestidos com camisas que estampavam o rosto do presidente do país Bashar al-Assad. Mais do que uma demonstração de culto à personalidade do político, o ato representa apoio ao chefe de estado contra quem se insurgiu o grupo terrorista Isis, responsável pelos atentados terroristas em Paris na sexta-feira passada e que estabeleceu o Estado Islâmico na fronteira com o Iraque.

- Sim, este é o nosso presidente. Temos orgulho porque o senhor Bashar al-Assad é nosso presidente. Temos orgulho porque este homem luta contra todos os grupos terroristas do mundo. Ele luta por vocês também. Ele é o melhor homem do mundo. Nosso presidente, ele nos segue a cada passo. Ele nos apoia. Estamos aqui pelo nosso país e por ele também - disse Fajr Ibrahim, treinador da seleção síria, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Questionado sobre os ataques terroristas da última sexta, o técnico desconversou.

-  Não estou falando sobre Isis. Isso é política. Se você tem alguma questão sobre Cingapura x Síria, ok.

Depois de mais perguntas a respeito do massacre em Paris, Fajr Ibrahim foi contundente.

- Este é nosso presidente, isto é nosso. Não ligo para a França, para lugar algum. Eu me preocupo com o meu país. Todo o mundo luta contra nós. Então, lutamos contra todo mundo no futebol. Por isso, precisamos nos qualificar.

A Síria é segunda colocada no Grupo E da eliminatória asiática, com 12 pontos, um atrás de Japão e dois à frente de Cingapura. O primeiro lugar e os quatro melhores vices entre as oito chaves se classificam para a fase final, com 12 seleções divididas em dois grupos de seis, onde os dois melhores vão para a Copa de 2018 e os terceiros se enfrentando em mata-mata para disputarem a vaga restante com o quinto da América do Sul. Com um jogo a menos cada e a três rodadas do fim da etapa, sírios e japoneses têm boas chances de avançarem.

Depois, foi a vez de o treinador de Cingapura, o alemão Bernd Stange, participar da entrevista coletiva e comentar suas impressões sobre o ataque terrorista da última sexta-feira. Seus filhos estavam no estádio para assistir ao amistoso entre a seleção de seu país e a França, depois de terem dificuldades até para pegar as entradas na concentração germânica, que sofreu ameaça de bomba na manhã do jogo.

- Meus filhos pediram para ir ao jogo. Eu falei com o Olivier Bierhoff para reservas duas entradas e o hotel. Eles nem conseguiram pegar os bilhetes, o hotel estava fechado por causa da ameaça de bomba, por precaução. Às cinco da tarde, eles pegaram os bilhetes, estavam a caminho do estádio e me acordaram à noite, estavam no meio desse problema. Eles andaram 11 quilômetros depois do jogo para voltar e chegaram às 4h da manhã no hotel. Minha família, minha esposa, todos estavam muito, muito nervosos. Eu tinha tão boas memórias, no sábado, o futebol era secundário. Esqueci tudo, até o jogo contra o Japão. Estava feliz que eles estavam em segurança. Estive pessoalmente envolvido com isso. Eles já saíram da França - disse Bernd Stange.


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