Pelé completa 75 anos neste 23 de outubro

Créditos: Arquivo Nacional

23/10/2015

Edson Arantes do Nascimento veio ao mundo no dia 23 de outubro de 1940, na cidade mineira de Três Corações, já com o destino traçado: fazer do futebol um espetáculo marcado pela arte, emoção e beleza.

Quando ele tinha cinco anos, o pai Dondinho, artilheiro que atuou em diversos clubes mineiros, levou a família para morar em Bauru, interior de São Paulo. Edson, o Dico, virou Bilé, depois Pelé, o apelido com que começou a jogar no time de crianças do Canto do Rio, depois no Sete de Setembro até chegar ao Baquinho (o juvenil do Bauru A.C.).

No Baquinho, o moleque franzino, ainda muito longe do corpo perfeito que foi desenhado através dos tempos para se tornar um atleta perfeito, fazia o que queria com os marmanjos que tentavam marcá-lo. Quem conta é um seu companheiro de time, o lateral-direito Grillo.

– Pelé jogava com a camisa oito. Era pequeno, muito franzino, mas já fazia gols de todos os jeitos. E sem cobrar faltas ou pênaltis – conta Antônio Grillo, 77 anos, que jogou com Pelé e mora na Tijuca, no Rio de Janeiro.  

Waldemar de Brito, ex-craque da Seleção Brasileira nos anos 1930, e que em 1954 era técnico do Bauru, viu logo que o moleque tinha futuro brilhante no futebol. Levou-para o Santos, para treinar no juvenil. No dia em que chegou a Santos, encontrou o ponta-esquerda Pepe cortando o cabelo na barbearia do Espanhol, que ficava – e ainda existe – ao lado da Vila Belmiro.  

– Pepe, trouxe um moleque para treinar no Santos. Ele está no bar aqui ao lado, tomando um refrigerante. Quero te apresentar.

O ponta-esquerda Pepe, segundo maior artilheiro do Santos, lembra que foi o primeiro companheiro a conhecer aquele novato de 16 anos de quem iria a ser padrinho no primeiro casamento do Rei, com Rose.

– Ele já cumprimentou com um aperto de mão tão forte que me impressionou. Mostrou personalidade. E era muito educado. O Dondinho e a dona Celeste deram-lhe uma boa formação.

Mostraria muito mais do que personalidade nos primeiros treinos. Como era do juvenil, passou a enfrentar o time titular nos coletivos na Vila Belmiro. Coube a Urubatão, então zagueiro santista, marcar o garoto. Certo dia, Urubatão fez a previsão e uma confidência para Pepe.

– Este neguinho vai ser o maior jogador do Brasil dentro de pouco tempo. É impossível marcá-lo. Joga demais.

Pelé tinha 16 anos e iniciou assim a trajetória fulminante em busca da fama, títulos, conquistas, gols, popularidade. Com esta idade, estreou na Seleção Brasileira, em 1957, em jogo contra a Argentina válido pela Copa Roca. Estava no banco, com a camisa 13, e entrou em campo no segundo tempo para marcar o primeiro dos 95 gols com a camisa canarinho.

Daí em diante, ele ganhou o mundo. Com o Santos, a única camisa que defendeu no Brasil, e com a Seleção Brasileira. Campeão do mundo em 1958, com 17 anos; bicampeão em 1962, tricampeão em 1970 no México.

Atleta do Século, Maior Jogador do Mundo, Maior Artilheiro do Mundo, Rei do Futebol. Os adjetivos e títulos são insuficientes para dimensionar a importância de um jogador que despertou por todos os rincões e países por onde passou um endeusamento que poucos seres humanos conseguiram. 

Condecorado pela Rainha Elizabeth II com a Ordem de "Cavaleiro Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico; responsável por uma trégua na guerra civil no Congo Belga onde o Santos foi jogar nos anos 1960; autor do gol que deu origem à expressão "gol de placa", em um jogo contra o Fluminense em 1961, no Maracanã; autor do milésimo gol em novembro de 1969, no Maracanã, Pelé fez um estádio inteiro em Nova Iorque repetir com ele o coro de "Love, Love", na sua despedida do Cosmos em 1977. 

Salve Pelé! Parabéns, Rei! 75 anos!!!

Esses são os votos do presidente Marco Polo Del Nero, diretores e funcionários da CBF e de toda a comunidade esportiva brasileira.

Fonte: CBF


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