Rússia quer aprender com erros do Brasil para evitar críticas sobre 2018

Vista do projeto do estádio da cidade de Volgogrado, com capacidade 
para 45.015 pessoas.  EFE/COMIT

26/07/2015

Os organizadores da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, afirmaram que querem aprender com os erros do Brasil para a edição deste ano, com objetivo de evitar equívocos e críticas sobre a construção dos estádios para o próximo Mundial.

Com quatro anos de antecedência, no dia 5 de setembro, a Rússia inaugurará a terceira das novas arenas para o torneio, a do Spartak Moscou, em que será realizará uma das partidas das quartas de final.

Antes, já tinham sido inaugurados o Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi, que recebeu as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro, a Arena Kazan, que sediou a Universíade, em 2013.

Além disso, os organizadores optaram pelo conservadorismo ao se tratar do Estádio Luzhniki, palco da grande final, que não será demolido como se pensou em um primeiro momento, apenas remodelado.

As autoridades gastarão cerca de US$ 800 milhões (R$ 1,7 bilhões) no projeto arquitetônico, que se propõe a conservar a histórica fachada do estádio moscovita, que um dia chegou a ter capacidade para mais de 100 mil espectadores.

Também será remodelado o Estádio Central, de Ecaterimburgo, enquanto o resto das instalações será construído do zero, já que a maioria dos locais de jogo do país são pequenos e têm menos de 20 mil assentos.

A única dúvida por enquanto é o estádio de São Petersburgo, cuja equipe, o Zenit, é patrocinada pela gigante Gazprom. A empresa protagonizou famosos casos de desvio de fundos e erros de planejamento.

O Brasil foi amplamente criticado pela improvisação e pelos atrasos, por isso o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que todas as obras estejam prontas para a Copa das Confederações, que será disputada em 2017 em Moscou, São Petersburgo, Sochi e Kazan.

Putin quer utilizar o Mundial como alavanca do novo desenvolvimentismo russo, que quer transformar o maior país do mundo em uma das cinco principais potências econômicas até o final da década.

A Rússia descartou o Cáucaso por motivos de segurança e à Sibéria para não confundir os visitantes com os diferentes fusos horários. Mesmo assim o problema existe, afinal a distância entre a sede mais ocidental, Caliningrado, e a mais oriental, Ecaterimburgo, é de aproximadamente 2 mil quilômetros.

Para facilitar os deslocamentos, o governo deve implantar vias férreas de alta velocidade, tarefa em que poderia contar com a ajuda de outros países como Alemanha e Espanha, que possuem tecnologia avançada nesse setor.

De modo a compactar o torneio, a Fifa avalia reduzir a 10 o número de cidades-sedes russas, como na África do Sul, o próprio ministro dos Esportes do país, Vitaly Mutko, admitiu essa possibilidade.

A decisão dependerá do trabalho realizado pelas cidades e do legado que apresentem ao Kremlin e à Fifa, embora Moscou, São Petersburgo, Sochi e Kazan já tenham vaga garantida.

Quanto as temperaturas, problema que poderia obrigar a Fifa a transferir o Mundial do Catar para um período de menos calor, a Rússia garante que seu torneio não deixará ninguém com frio, já que a neve é característica do inverno.

Sobre a torcida russa, um dos aspectos que mais preocupam a imprensa ocidental são os casos de racismo registrados nos últimos anos. As autoridades prometeram colaborar para garantir hospitalidade durante todo o torneio.

Fonte: UOL


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