Fifa terá observadores antirracismo em eliminatórias da Copa 2018

Fifa vive sob temor de racismo na Copa que será disputada na Rússia
Foto: Arnd Wiegmann / Reuters

13/05/2015

A Fifa reforçará a luta contra o racismo no futebol com a presença de observadores antirracismo durante as partidas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, informou nesta terça-feira a entidade. A medida, que faz parte do novo sistema de vigilância da Fifa, foi apresentada no Estádio Wembley, em Londres, em uma cerimônia que contou com a presença do jogador marfinense Yayá Touré, do diretor de Responsabilidade Social Corporativa da Fifa, Federico Addiechi, e do ex-árbitro inglês Howard Webb.

Com esse grupo de observadores, a Fifa procura complementar o trabalho dos árbitros e dos órgãos disciplinares, com o objetivo de otimizar os procedimentos legais e obter as provas necessárias para punir os infratores.

"A Fifa tem que trabalhar com os jogadores, com os meios de comunicação e com todas as pessoas envolvidas no futebol. Devemos controlar isso. Tenho muitos amigos africanos que jogam na Ucrânia e na Rússia, e essa é uma situação que os afeta muito. Temos que conseguir que isso mude", disse Touré, que foi vítima de músicas racistas em uma partida do Manchester City contra o CSKA Moscou na fase de grupos da atual edição da Liga dos Campeões .

"Sofremos muito com isso. Cada nova ação tomada pela Fifa é bem-vinda. Isso não acontece na Inglaterra, porque aqui o jogador é muito respeitado. Quero que meus amigos que jogam em outras partes do mundo me digam: 'Yayá, as coisas aqui mudaram'", explicou.

O novo sistema surgiu das recomendações da equipe de trabalho criada pela Fifa em 2013 para encontrar soluções concretas contra a discriminação no futebol. "Após o jogo, em um prazo máximo de 24 horas, o observador fará um relatório que será repassado ao Comitê Disciplinar da Fifa. No entanto, isso não será feito em partidas amistosas, só nas eliminatórias", disse Addiechi.


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"Sabemos que houve casos de discriminação no futebol russo ultimamente, mas é preciso diferenciar o que ocorre na Copa do Mundo e a liga local. Devemos apoiar a competição, reconhecer o problema e abordá-lo", acrescentou o diretor da Fifa.

"É preciso proteger os protagonistas deste esporte. Nós, os árbitros, devemos fazer com que tanto os jogadores como os torcedores tenham mais respeito. É importante que tenhamos mais apoio, já que muitas vezes não prestamos atenção no que ocorre fora do campo", disse Webb.

Além de Touré, Addiechi e Webb, também participou do evento o diretor-executivo da rede FARE, uma organização que luta contra discriminação racial no futebol, Piasse Powar.

Em breve, a Fifa publicará o "Guia de boas práticas em matéria de diversidade e luta contra a discriminação" para ajudar às associações em seus esforços para combater o racismo.

Fonte: Terra

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