Predominância de técnicos argentinos à frente das seleções marcará Copa América 2015

03/03/2015

Seis das 12 seleções que disputarão o torneio terão comandantes argentinos

Jorge Sampaoli continua à frente da Seleção Chilena na 
temporada de 2015 - Crédito: AFP Photo / Martin Bernetti 
A cem dias do início da Copa América, que terá sua 44ª edição disputada no Chile, entre os dias 11 de junho e 4 de julho, sabe-se que seis das 12 seleções participantes terão, à frente do banco de reservas, treinadores argentinos. Depois de se destacarem, em menor quantidade, na Copa do Mundo do Brasil ao fazerem boas campanhas por suas seleções, os argentinos serão presença marcante no torneio que reúne equipes sul-americanas e dois convidados da Concacaf.

Fora a Seleção Brasileira, que disputará a Copa América novamente sob o comando de Dunga – técnico responsável pela última conquista dos brasileiros no torneio em 2007 –, a seleção do Uruguai, comandada por Óscar Tabárez, e os convidados México e Jamaica, seleções comandadas pelo mexicano Miguel Herrera e pelo alemão Winfried Schäfer, respectivamente, seis das dez equipes sul-americanas serão comandadas por técnicos argentinos.

Em relação aos que foram a Copa do Mundo no ano passado, Jorge Sampaoli (Chile) e José Pékerman (Colômbia) seguem no cargo em 2015 após alcançarem as oitavas e as quartas de final, sendo eliminados pelo Brasil, respectivamente. Alejandro Sabella, que recolocou a Argentina em uma final de Mundial após vinte e quatro anos, deixou o cargo após o vice-campeonato mundial e abriu espaço para Gerardo Martino, que ainda tenta obter na seleção o que lhe faltou no Barcelona – uma sequência positiva de resultados e a confiança do elenco.

Além de Jorge Sampaoli, José Pékerman e Gerardo Martino, completam a gama de treinadores argentinos na Copa América Ramon Diaz, que comandará o Paraguai, Gustavo Quinteros, à frente do Equador, e Ricardo Gareca, que assumiu oficialmente o Peru na última segunda-feira e terá seu primeiro desafio na Copa América justamente diante da Seleção Brasileira, em 14 de junho.

José Pékerman foi mantido no cargo e comanda a Seleção Colombiana 
na Copa América - Crédito: AFP Photo / Jure Makovec 

Em menor número do que os treinadores alemães na Copa do Mundo, os argentinos tiveram, ainda assim, um melhor aproveitamento. Fora Joachin Löw, responsável por dar à Alemanha o tetracampeonato mundial, os demais técnicos alemães não alcançaram grandes feitos. Volker Finke, à frente de Camarões, não passou sequer da fase de grupos, enquanto Jurgen Klinsmann (Estados Unidos) e Otmar Hitzfeld (Suíça) chegaram as oitavas de final.

Já os argentinos, espalhados à frente de Argentina, Colômbia e Chile, surpreenderam a todos ao chegarem às últimas fases eliminatórias. Além do vice-campeonato mundial conquistado pela Argentina sob o comando de Sabella, Pékerman levou a Colômbia a uma fase de quartas de final de Mundial de forma inédita, enquanto Sampaoli quebrou as expectativas ao classificar o Chile em primeiro lugar em um grupo que tinha Espanha e Holanda, as duas finalistas do Mundial de 2010.


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