Representantes das cidades-sede da Copa conhecem o Ação Rua

Grupo conheceu trabalho para prevenir exploração de crianças e adolescentes
Foto: Brenda Fernández/Divulgação PMPA

28/02/2015 

Representantes das cidades-sede da Copa do Mundo, acompanhados pelo coordenador-executivo de Articulação de Políticas Públicas para a Proteção de Crianças, Adolescentes e Idosos, Carlos Simões Filho, estiveram reunidos no auditório da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), nesta sexta-feira, 27, com técnicos e educadores sociais do Ação Rua, coordenados pela psicóloga da Proteção Social Especial de Média Complexidade, Lirene Finkler. 

O grupo veio a Porto Alegre para conhecer o trabalho realizado para prevenir a exploração de crianças e adolescentes durante o megaevento na Capital – encontro promovido pela Frente Nacional de Prefeitos. Durante a visita, a coordenadora da Proteção Social Especial de Média Complexidade, Julia Obst, falou das características gerais do programa de abordagem social para crianças e adolescentes, recursos financeiros e articulação com entidades socioassistenciais para execução do Ação Rua.

Implantado na Capital em 2007, o  Ação Rua trabalha na identificação de crianças e adolescentes em situação de rua em todas as regiões da cidade, no intuito de desenvolver no público-alvo a vontade de sair da rua, com oferta integrada de um novo projeto de vida, estabelecendo vínculos de confiança e promovendo a inserção social e o retorno para as famílias. O trabalho reduziu em 90% o número de crianças e adolescentes em situação de rua, tornando a capital gaúcha referência nacional no atendimento desse público.

Case de sucesso em todo o país, o Ação Rua, juntamente com o trabalho de educação infantil e do Grupo de Apoio à Megaeventos (Game), concedeu a Porto Alegre a melhor avaliação entre as 12 cidades-sede da Copa na proteção da infância e adolescência, pela Secretaria Nacional da Criança e Adolescente.

O gerente-geral de Direitos Humanos da prefeitura de Recife, Alexandre Nápoles Filho, ficou surpreso por não ter visto nenhuma criança nas sinaleiras da cidade: “Nenhuma se quer e no Recife é às tuias”, disse, referindo-se que naquela cidade há muitas crianças nessas condições. Segundo ele, o importante foi perceber que aqui há um acompanhamento junto às famílias e às comunidades, o que faz toda a diferença.

O presidente Marcelo Soares destacou a importância da troca de experiência para qualificar cada vez mais o trabalho desenvolvido pela Assistência Social no município de Porto Alegre.


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