Marco Polo Del Nero prefere nome 'de peso' para comandar seleção olímpica

Marco Polo Del Nero decidirá o futuro do comando da seleção olímpica 
(Crédito: Rahel Patrasso/Xinhua)

25/02/2015

A manutenção de Alexandre Gallo na CBF não garante que ele será o treinador da seleção olímpica nos Jogos do Rio, em 2016, algo que estava acertado entre ele e a cúpula da entidade antes mesmo de Gilmar Rinaldi se tornar o diretor de seleções da CBF e de Dunga retornar como técnico do time principal.

Gallo deve perder o cargo de coordenador da base, mas se sustentou como técnico dos times sub-23 e sub-20 com o argumento de que o trabalho no time olímpico vem sendo bom e que não se pode confundir os times.

O sub-20, que ficou apenas em quarto no Sul-Americano do Uruguai, perdendo para argentinos, uruguaios e colombianos, não deverá ter nenhum jogador nas Olimpíadas.

Internamente foi explicado que a geração sub-20 é menos talentosa do que a até 23 anos, o que dá garantia de que na Olimpíada tudo pode ser diferente, até porque terá os reforços de três jogadores mais velhos, entre eles Neymar.

Gallo ganhou uma sobrevida até junho, quando acaba o Mundial até 20 anos. Se o Brasil conquistar o título, aleluia, o treinador deve ser mantido.

Se houver vexame, dificilmente resistirá, o que abrirá um enorme ponto de interrogação em quem será o treinador do time olímpico em 2016.

O trabalho que estava sendo realizado no time sub-23, com agenda paralela aos jogos da seleção principal nas datas-Fifa, para Gallo poder convocar atletas que atuam fora do país, parece ter sido congelado até o Mundial sub-20.

Não está certo até agora se Gallo fará uma convocação para a data-Fifa que vai de 23 a 31 de março.

Dunga surgiu como um nome natural para ocupar a vaga no time olímpico, caso Gallo saia, mas Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF que assume em abril, num primeiro momento não quer misturar alhos com bugalhos.

Acha que seria desgastante para Dunga preparar o time olímpico, ao mesmo tempo que disputa as Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, que começa em outubro. Del Nero aposta em Dunga para 2018, e acha que uma derrota nos Jogos do Rio o pressionaria.

Se Gallo sair, Del Nero quer um técnico de nome para comandar o time olímpico. O que cria um problema: quem aceitaria um trabalho com período de preparação tão curto, com menos de um ano e meio, e que você só contará com sua base principal, com Neymar e outros dois “veteranos”, na véspera da competição?




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