A Jamaica volta a brilhar vinte anos depois

© AFP

12/12/2014

Para a Jamaica, a recordação da França 1998 começa a ficar cada vez mais apagada. A alegria criada por essa seleção que obteve a primeira classificação para uma Copa do Mundo da FIFA e o histórico 27º lugar no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola durou pouco. 

O primeiro sinal veio na Copa do Caribe de 1999. Campeã da edição anterior, a seleção jamaicana caiu nas semifinais contra Cuba. A confirmação chegou um ano mais tarde, quando do adeus da Copa Ouro sem marcar nenhum gol. E então voltou a incerteza de tempos atrás.

De 2002 a 2010, a passagem pelas eliminatórias da CONCACAF foi discreta: na primeira tentativa, os jamaicanos obtiveram a penúltima posição no hexagonal final, e nas duas seguintes caíram na etapa anterior. Em outubro de 2008, despencaram para o 116º lugar no ranking, o posto mais baixo da sua história. Era necessário fazer algo para recuperar o rumo.

A um passo da consagração
Para o classificatório rumo ao Brasil 2014, os jamaicanos apelaram a Theodore Whitmore, o mesmo meia que os tinha levado à participação no Mundial. Agora como treinador, ele voltou a acender as esperanças. Com três vitórias, um empate e duas derrotas na fase de grupos, os garotos do reggae conseguiram voltar ao hexagonal final das eliminatórias. 

A melhora refletiu-se no ranking mundial. No começo da fase decisiva em 2013, ocupavam o lugar de número 58. Porém, as esperanças da Jamaica se dissiparam na fase decisiva, e Whitmore disse adeus quando as vagas para o Brasil já estavam muito longínquas. O alemão Winfried Schäfer, que já tinha passado por Camarões, Arábia Saudita, Azerbaijão e Tailândia, assumiu o cargo e fechou o hexagonal no último posto. 

O primeiro passo da reestruturação foi a Copa do Caribe 2014, competição da qual a Jamaica foi anfitriã. Cabeças de chave do Grupo B, os donos da casa estrearam com um empate em 1 a 1 com a Martinica. Apesar de não ter sido a melhor forma de começar um torneio, houve conclusões positivas: Darren Mattocks, jovem atacante que disputa a Major League Soccer pelo canadense Vancouver Whitecaps, brilhou em uma equipe de sólido sistema defensivo. 

A fase de grupos teve ainda duas vitórias sobre Antígua e Barbuda e Haiti, levando a equipe à primeira posição com sete pontos, seis gols a favor e só um sofrido. A consagração estava a um passo, e só Trinidad e Tobago separava os jamaicanos do final feliz em casa. 

Pouco tempo para comemorações
A tática com a qual eles chegaram à final se manteve no duelo decisivo. Em campo voltaram a atuar com um 4-4-2 rígido que privilegiava a ordem e o pragmatismo acima do espetáculo e do futebol vistoso. Cento e vinte minutos não foram suficientes. Sem gols, tudo ficou para os penais. Os garotos do reggae aproveitaram os erros de Kenwyne Jones e Khaleem Hyland, e com um marcador de 4 a 3 levantaram o troféu. 

A vitória significou muitos sorrisos e o maior salto no ranking mundial, do posto 113 ao 71. Valeu também um lugar na Copa Ouro 2015, um convite para a Copa América do Chile no mesmo ano e, no aspecto emocional, a recuperação da confiança. 

Não há muito tempo para festejar. O ano que começará será vital para o selecionado. Serão diferentes compromissos por todo o continente, além do início do projeto rumo à Rússia 2018. Vinte anos após a estreia, Jamaica não quer voltar a ficar em casa.

Fonte: FIFA

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