Copa Intercontinental: Brasil bate Rússia na prorrogação, se vinga e fatura título inédito em Dubai

Jogadores e comissão técnica do Brasil comemoram título nos Emirados 
Árabes (Foto: Divulgação/BSWW)

09/11/2014

Vice-campeã do Torneio Intercontinental ao perder para algoz nas finais de 2011 e 2012, seleção vence por 3 a 2, com gol heroico de Bruno Xavier, o melhor do mundo

Algoz das finais da Copa do Mundo de 2011 e das duas primeiras edições do Torneio Intercontinental, em 2011 e 2012, a Rússia estava mais uma vez no caminho do Brasil. Em Dubai, as duas potências do futebol de areia entraram em quadra para mais uma final. Era a chance de a equipe canarinho espantar de vez o fantasma e conquistar o inédito título do Torneio Intercontinental na Praia de Jumeirah. Mesmo diante de uma Rússia disciplinada, organizada taticamente e muito veloz nos contra-ataques, a seleção brasileira cresceu nos momentos decisivos com belas jogadas individuais para, finalmente, se vingar dos russos. 

Bruno Xavier agradece aos céus pelo gol do 
título contra a Rússia (Foto: Divulgação/BSWW)
A vitória dramática por 3 a 2 veio apenas na prorrogação, com um gol heroico de Bruno Xavier por baixo das pernas do goleiro russo, no último minuto, após o empate por 2 a 2 no tempo regulamentar. Além do melhor do mundo, Fred e Rodrigo marcaram para o Brasil, no retorno do técnico Alexandre Soares, substituto de Júnior Negão. Romanov e Perimitin descontaram para os adversários. Soares parabenizou seus comandados.

- Estou muito feliz, depois de três anos fora da Seleção Brasileira ter retornado e ter feito um grupo que soube assimilar perfeitamente o jogar, pensar e agir em equipe, o comprometimento de um com o outro, o espírito de dedicação, de luta e de entrega pelo sistema que nós implementamos. E o resultado veio por meio da coletividade, que é o que a gente está querendo daqui pra frente. Através da coletividade também conquistamos todos os prêmios individuais da competição, além do título que é o principal. Foi um trabalho fantástico - resumiu.

Na preliminar, Portugal derrotou o Irã, campeão do torneio no ano passado, por 3 a 0, e completou o pódio em Dubai. 

RÚSSIA DOMINA NO INÍCIO

Com uma marcação forte e promovendo um rodízio constante de jogadores em quadra, a Rússia ditou o ritmo de jogo no início da partida. Em dois contra-ataques, o defensor Peremitin perdeu três chances claras de gol. Bruno Xavier também tentou marcar em dois chutes fortes, mas a bola passou rente à trave. As duas equipes jogavam com cautela, se respeitando muito, mas o Brasil tinha dificuldades para furar a marcação russa e cometia algumas falhas na saída de bola. Os europeus eram perigosos no contra-ataque, mas o goleiro Mão teve bons reflexos e fez as defesas com segurança. Além disso, foi eleito o melhor da posição e também no geral no torneio.

- Independente de ter sido escolhido o melhor goleiro e melhor jogador, algo inédito no futebol de areia mundial, só tenho a agradecer. Vamos agora pensar no futuro, precisamos melhorar, precisamos de estrutura, que as coisas voltem a ser como antes e creio que isso já está acontecendo. Só a volta do Alexandre Soares já foi um passo importante para a revolução e para melhorar o esporte. Estamos muito felizes com ele e com a comissão técnica - comemorou Mão.

Embora o domínio fosse da Rússia, foi o Brasil que abriu o placar com Fred. Bruno Xavier errou o tempo do voleio, Fred se antecipou e esticou a perna para vencer a marcação de Shkarin, aos oito minutos. A dois minutos do fim da etapa, Anderson fez falta na área em Romanov, que não desperdiçou a chance e arrancou o empate. O defensor fingiu que ia bater para um lado, mas chutou para o outro, enganando Mão.

BRASIL REAGE E CRESCE NA PARTIDA

Jogadores levantam voo em disputa pela final do Torneio Intercontinental 
(Foto: Divulgação/BSWW)

O Brasil voltou mais solto no segundo período, acertou a saída de bola e passou a jogar com mais velocidade, mas os russos seguiam fechados na defesa, levando perigo nos contra-ataques. A constante mudança na formação dos jogadores Rússia atrapalhava o Brasil, mas a partida se manteve equilibrada, com boas oportunidades para ambos os lados. 

Logo no primeiro minuto do terceiro período, a seleção brasileira assumiu a dianteira em um rápido contra-ataque, puxado por uma cabeçada de longe de Daniel Zidane. Rodrigo recebeu na área, se livrou da marcação e chutou por debaixo das pernas do goleiro russo: 2 a 1. Em seguida, Mão fez uma defesa milagrosa de um chute de Shishin. A Rússia pressionou e acertou duas bolas seguidas na trave. O jogo ficou tenso nos momentos finais, e Makarov acabou sendo expulso após uma falta dura em Bruno Xavier. Os europeus ficaram dois minutos sem um jogador na linha, mas o Brasil não aproveitou a oportunidade para ampliar a vantagem. A pressão europeia aumentou no fim, e a partida ganhou contornos dramáticos após o empate a dois minutos do fim. Perimitin contou com a sorte na cobrança de falta. A bola bateu na areia, mudou de direção e passou por baixo de Mão: 2 a 2. 

Com o empate no tempo regulamentar, a partida precisou ser decidida na prorrogação. O Brasil teve a chance de virar o placar com Daniel Zidane, que cabeceou na trave. Bruno Xavier também teve sua chance em um belo voleio, mas a bola foi para fora. No último minuto, o melhor do mundo provou por que está no topo do futebol de areia. Cara a cara com o goleiro, o defensor bateu cruzado entre as pernas do arqueiro rival, com muita categoria. O golaço praticamente selou a vitória, já que restava menos de um minuto para o apito final. Aí, foi só esperar zerar o cronômetro para comemorar.



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