Nos pênaltis, Brasil de Pelotas garante acesso à Série C

Torcedores fazem a festa em Pelotas após o acesso
Foto: Nauro Júnior / Agencia RBS

20/10/2014

Longe do torcedor, após perder por 2 a 1 no tempo normal, o Xavante venceu o Brasiliense nas penalidades por 4 a 3

Com a estrela de Eduardo Martini, o Brasil de Pelotas está de volta à Série C do Brasileirão. Neste domingo, longe do torcedor, após perder por 2 a 1 no tempo normal, o Xavante venceu o Brasiliense nas penalidades por 4 a 3, com duas defesas do goleiro. O resultado coroou uma temporada dos sonhos: retorno à Série C e título gaúcho do Interior.

A virada no jogo de ida (2 a 1) e a dependência de um empate para subir provocou uma romaria xavante ao Distrito Federal. De avião ou após 36 horas de ônibus, centenas de torcedores rumaram à Boca do Jacaré, na cidade-satélite de Taguatinga. Fizeram churrasco em frente ao estádio antes do jogo e ocuparam o espaço atrás de uma das goleiras, área ornada por faixas de organizadas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Martini defende pênalti durante a decisão. Foto: Kleber Lima/ Jornal de Brasília

O Brasiliense até tentou lotar a Boca do Jacaré, apta a receber 25 mil torcedores. Vendeu ingressos para arquibancada a R$ 5 e para cadeiras a R$ 10, porém o público ficou em 2,7 mil espectadores. O domingo com ares de deserto (termômetros na casa dos 35°C e umidade relativa do ar em 15%), concentrou a torcida nas cadeiras, protegidas do sol. Já os xavantes tiveram de suportar o calor e a pressão do Jacaré.

O Brasiliense assustou logo aos dois minutos. Luquinhas, que chegou a ser anunciado como desfalque por lesão, entrou na área a dribles, limpou o lance e bateu em cima de Eduardo Martini. O Xavante respondeu com Alex Amado. Em velocidade pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou. A bola desviou na defesa, obrigando o goleiro Edson a salvar.

Após lá e cá, surgiu Luiz Carlos. Aos 13 minutos, o Imperador recebeu cruzamento da esquerda, fez a parede dentro da área e fuzilou – Brasiliense 1 a 0, resultado que eliminava o time gaúcho.

O Brasil beliscou o empate duas vezes, primeiro em cruzamento de Alex Amado, aos 20, tirou Baiano para dançar e cruzou com perigo. Aos 22, Cirilo mandou para fora cobrança de falta em que subiu solitário. O zagueiro ainda obrigou o goleiro a fazer um milagre em outra falta aparada de cabeça, aos 36.

Já os donos da casa deixaram de ampliar aos 30 minutos. Kaká invadiu a área em diagonal e bateu forte. Eduardo Martini deu o rebote, que caiu no pé de Zé Roberto. Da marca do pênalti, o ex-colorado bateu por cima. Na próxima oportunidade, não houve erro. Aos 42 minutos, cruzamento da direita para a testada furiosa de Luiz Carlos: 2 a 0.

O Brasil só conseguiu, enfim, marcar seu gol aos 45. Alex Amado venceu a disputa pelo centro com a defesa e serviu Nena. O camisa 9 limpou a marcação e bateu forte, cruzado: 2 a 1. Com o resultado, a decisão da vaga na Série C iria para os pênaltis.

Na volta do intervalo, Márcio Hahn foi substituído por Chicão. Contudo, quem passou perto foi o Brasilense, aos cinco e aos oito minutos. Primeiro, Luiz Carlos recebeu livre e bateu forte. Eduardo Martini espalmou no canto direito. Depois, Luquinhas disparou e bateu fraco, cara a cara com o arqueiro.

Aos 16 minutos, a primeira estocada xavante do segundo tempo: Chicão arriscou de longe, a bola desviou na defesa e passou rente à trave, com o goleiro Edson fora de ação. Com o cronômetro a correr e o cansaço, as equipes passaram a arriscar menos, deixando o jogo mais concentrado no meio-campo.

Aos 40 minutos, Baiano cobrou falta na segunda trave e Fábio Braz cabeceou com perigo. Aos 44, um milagre de Eduardo Martini. Luiz Carlos cabeceou para baixo e forte o cruzamento fechado, para defesa do goleiro no chão.

Aos 48 minutos, Romarinho, filho do craque e senador eleito Romário, se desentendeu com Chicão. Na confusão, as duas equipes invadiram o campo e foi preciso policiamento para conter os ânimos. O empurra-empurra terminou com dois cartões vermelhos, um para cada lado - Leandro Leite e Thiago Galhardo – e o final com 2 a 1 no placar. Como o jogo terminou com o mesmo resultado da primeira partida, a decisão da vaga na Série C foi para as penalidades. 

Nos pênaltis, o Brasil abriu a série atrás - Luiz Carlos converteu e Nena perdeu. Na segunda cobrança, Eduardo Martini buscou o chute de Fábio Braz, sendo que Alex Amando empatou. Felipe e Romarinho marcaram em seguida para o Jacaré, Márcio Jonatan e Chicão fizeram para o Brasil. Na quinta cobrança, Baiano, ex-Palmeiras e seleção, bateu forte, no canto direito de Eduardo Martini, que se esticou e espalmou. Rafael Forster deslocou o goleiro Edson e devolveu o Xavante à Série C.

Brasiliense (2)
Edson; Dedê, Fábio Braz, Felipe e Kaká; Douglas, Baiano, Luquinhas (Romarinho 44’/2º) e Zé Roberto (Matheuzinho 31’/2º); Gilmar (Thiago Galhardo 19’/2º) e Luiz Carlos
Técnico: Marcos Soares

Brasil de Pelotas (1)
Eduardo Martini; Wender (Ricardo Schneider 39’/2º), Cirilo, Fernando Cardozo e Rafael Forster; Leandro Leite, Washington, Márcio Hahn (Chicão intervalo) e Felipe Garcia (Márcio Jonatan 21’/2º); Alex Amado e Nena
Técnico: Rogério Zimmermann.

Gols: Luiz Carlos (Brasiliense) aos 13 minutos e aos 42 minutos do primeiro tempo. Nena (Brasil de Pelotas) aos 45 minutos do primeiro tempo.
Cartões vermelhos: Thiago Galhardo (Brasiliense); Leandro Leite (Brasil de Pelotas)
Cartões amarelos: Baiano, Kaká (Brasiliense); Márcio Hahn, Wender, Rafael Forster (Brasil de Pelotas)
Renda e público: 2.791 pagantes e R$ 11.070 de renda
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães, auxiliado por Luiz Claudio Ragazone e Cristian Passos Sorence.
Local: Boca do Jacaré, em Taguatinga-DF.

Fonte: ZH Esportes

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