Histórico do Acampamento Farroupilha

O evento hoje conhecido como Acampamento Farroupilha nasceu junto com a criação do Parque da Harmonia (av. José Loureiro da Silva, 255), em 1981. Desde então ali se realiza entre 7 e 20 de setembro uma das maiores festas folclóricas do Brasil, que reúne quase 400 entidades, sendo quase 90% delas de cunho cultural, com média de visitação total estimada em número próximo de um milhão por edição.

Com 65 hectares, a paisagem do parque, que normalmente se caracteriza por diversos aspectos da tradição campeira gaúcha, com churrasqueiras ao ar livre e galpão crioulo, desmobiliza em setembro seus seus recantos de recreação infantil, futebol na areia, quadras de vôlei, local para pesca, aero e nautimodelismo para sediar o Acampamento Farroupilha. O evento oferece uma série de serviços, como praça de alimentação, feiras de artesanato e literatura, banheiros, posto de saúde, sinal de internet sem fio (wireless) gratuito, terminais de bancos, segurança e estacionamento vigiado. Leia aqui detalhamento desses serviços. Passeios de barcos turísticos pelo rio Guaíba podem ser aquiridos junto a quiosque localizado na parte traseira da Usina do Gasômetro.

Histórico

No dia de sua inauguração, o CTG Aldeias dos Anjos de Gravataí e o CTG Tiarajú de Porto Alegre fizeram diversas apresentações, danças de invernada, dança dos facões, chula e declamações. Nesta data teve início o fogo de chão. O CTG Rodeio da Saudade de Rio Pardo inaugurou a cancha de rodeio, onde foram realizadas pela primeira vez atividades típicas do tradicionalismo campeiro gaúcho, como o tiro de laço (por João Carlos da Silva, o Carlinhos) e a primeira gineteada (por Dilon Gustavo da Silva). As primeiras provas de rédeas foram feitas por Vladimir da Silva e Leandro da Silva.A primeira Prenda Juvenil da 5ª Região Tradicionalista, Lisiane da Silva, ofereceu o primeiro chimarrão ao chefe da Casa Civil da Presidência, Leitão de Abreu. A cancha reta foi inaugurada pelo 4º RPMON da Brigada Militar, comandado pelo Tenente Dalmo. Heraldo de Carvalho responsável pela parte gauchesca do Acampamento, contou com ajuda de Índio Sepé e Luiz Menezes para implantar o Tradicionalismo no Parque Harmonia.

O Primeiro Aniversário do Parque Harmonia foi realizado no ano seguinte. Seu criador, o engenheiro Curt Zimmermann recebeu  então uma placa de bronze da comunidade rio-grandese. Neste ano foi construído um fogo de chão na entrada da então chamada fazendinha, com o propósito de se tomar mate ao pé do fogo com todos os visitantes que por ali chegassem.

Nos anos anteriores a 1984 não havia exatamente um acampamento, e sim grupos de amigos ou piquetes que ficavam na área da "fazendinha". Eles cavalgavam até ao parque, um ou dois dias antes do desfile de 20 de setembro, fazendo do parque uma pousada ou ponto de concentração. Os mais antigos freqüentadores do parque da Harmonia faziam suas gauchadas bebendo e tocando gaita ponto e violão, principalmente nos finais de semana.


Em 1984 a "Fazendinha do Harmonia" passou a ser administrada pela antiga Epatur (empresa pública municipal, responsável pelo turismo da Capital). O galpão que existia na época foi alugado para a churrascaria Galpão Crioulo (que incendiou em outubro de 1986, sendo reconstruído com as mesmas características). O Parque da Harmonia em março de 1987 recebeu o nome de Parque Maurício Sirotsky Sobinho. Neste ano foi formalmente realizado o 1º Acampamento Farroupilha, reunindo diversos centros de tradições gaúchas (CTG’s) e entidades congêneres um tanto menores ou de abrangência mais localizada, chamadas Piquetes, que fazem parte do evento até hoje. O pioneiro em montagem de galpão são os piquetes Velho Camboim e Marasquim.

Desde 1987, os acampamentos incorporam CTG’s, DTG’s, Piquetes e entidades diretamente ligadas à cultura nativista gaúcha. Em 1990 passou a ser cobrado espaço para o comércio, quando a entidade 1ª Região Tradicionalista assumiu a coordenação. Em 1997 esse posto foi assumido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).

O número de entidades acampadas em 1995 estava em torno de 100. De 1996 a 2000 subiu para 170 grupos. De 2001 a 2003 aumentou para 240. Em 2004, passou para 317, somando ainda pela primeira vez praça de alimentação e pontos comerciais. Em 2005 acontece a profissionalização da festa, sendo instituída a obrigatoriedade de apresentação de projetos culturais por parte das entidades acampadas e contrapartida financeira de todas as organizações comerciais (bancos, redes de comunicação e empresas privadas em geral). O número de participantes cresceu até 2008, quando atingiu 400 entidades culturais, mais patrocinadores e entidades organizadoras. 

Em 2009 esse limite foi diminuído, em razão de a Prefeitura ter cedido uma área do parque para a construção da futura sede da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), restringindo a área útil do evento. Em 2010 foram 370 entidades acampadas. Número que se repetiu no ano passado e de novo nesta edição de 2012. Atualmente, apenas entidades que participaram de edições anteriores do evento têm direito a utilizar o local gratuitamente e não há previsão de abertura de vagas.



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