Reestreia de Dunga coloca à prova retrospecto diante de sul-americanos

Em uma das derrota para sul-americanos, Dunga viu Cabañas balançar 
a rede pelas eliminatórias da Copa (Foto: Agência EFE)

28/08/2014

Treinador tem apenas três derrotas em 28 jogos contra rivais do mesmo continente em sua passagem pela Seleção entre 2006 e 2010. Aproveitamento é de 70,23%

Os adversários escolhidos pela CBF para enfrentar o Brasil no retorno de Dunga à seleção brasileira não poderiam ser melhores. Logo de cara, o treinador terá pela frente a Colômbia, no dia 5 de setembro, e o Equador, quatro dias depois, ambos nos Estados Unidos, em sua nova passagem pelo cargo. E os números não mentem: diante de rivais sul-americanos, o comandante disputou 28 jogos e teve apenas três derrotas (aproveitamento de 70,23%).

Além dos tropeços, o treinador obteve 17 vitórias e oito empates diante de adversários do mesmo continente. E os rivais que venceram o time canarinho no período de agosto de 2006 a julho de 2010 é que chamaram a atenção: Bolívia, Venezuela e Paraguai. O curioso é que nenhum dos adversários conseguiu a classificação para a Copa do Mundo disputada no Brasil em 2014.

Os tropeços diante da Bolívia e do Paraguai aconteceram nas eliminatórias para o torneio de 2010. A primeira derrota foi em Assunção para os donos da casa. Naquela ocasião, o Brasil perdeu por 2 a 1. Na altitude de La Paz, a equipe caiu pelo mesmo resultado. Mesmo assim, a Seleção de Dunga encerrou a classificação para o Mundial da África do Sul na primeira colocação, com 34 pontos, um a mais do que o vice-líder Chile. Diante dos venezuelanos, derrota por 2 a 0, em amistoso disputado nos Estados Unidos. 

Dunga só tem três derrotas para equipes sul-americanas: Bolívia, Venezuela e Paraguai 
Foto: Editoria de Arte

Diante do principal arquirrival do continente, a Argentina, o Brasil nunca perdeu sob o comando de Dunga. Foram três vitórias e um empate. E a equipe, agora comandada por Tata Martino, será a adversária da Seleção em outubro, na China. Contra os adversários de setembro, o time canarinho tem boas recordações apenas do Equador (foram três vitórias e um empate). Porém, a Colômbia é a pedra no sapato do novo comandante brasileiro. Em dois jogos, dois empates.

Diante de adversários europeus, que Dunga só terá em sua nova passagem pela Seleção em novembro (Turquia, no dia 12, em Istambul), o Brasil tem 70,80% de aproveitamento - foram 10 vitórias, duas derrotas e quatro empates. Portugal foi o adversário mais frequente entre 2006 e 2010. A Seleção encarou os lusos três vezes: uma vitória (6 a 2, em Brasília), uma derrota (2 a 0, em Londres, Inglaterra) e um empate (0 a 0, em Durban, na África do Sul, pela Copa). 

Dunga em sua primeira passagem pela Seleção (Foto: Agência AP)
Diante de rivais de outros continentes, o Brasil comandado por Dunga perdeu apenas um jogo em 16 disputados - México 2 a 0, na estreia da Copa América de 2007. O aproveitamento é de 93,75%. O adversário que mais cruzou o caminho da Seleção no período foi os Estados Unidos. As duas seleções se enfrentaram em três oportunidades, entre elas na final da Copa das Confederações de 2009: triunfo do Brasil por 3 a 2.

Agora é torcer para que, em sua segunda passagem pela Seleção, Dunga mantenha os números e possa, diferentemente de 2010, levantar a Copa do Mundo como treinador. Os confrontos diante de Equador e Colômbia serão transmitidos ao vivo pela TV Globo, Sportv e GloboEsporte.com. O site também acompanha a partida em Tempo Real. 



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