Conselhão destaca legado da integração e desenvolvimento trazidos pela Copa do Mundo

Coordenador do CGCopa apresentou números do evento no RS  
Foto: David Alves/Palácio Piratini.

23/08/2014

Os números e o legado da Copa do Mundo para o Rio Grande do Sul foram debatidos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes-RS), nesta terça-feira (19), na sede da entidade. O encontro marcou o encerramento da Câmara Temática da Copa no Conselhão e contou com a participação de representantes do Estado, Governo Federal, municípios e entidades privadas. A necessidade de maior integração entre as três instâncias federativas e os diferentes setores da sociedade civil, para que eventos de grande porte como a Copa do Mundo sejam indutores do desenvolvimento econômico e social, foi uma das principais diretrizes consensuadas ao término do encontro.

“O balanço é inegavelmente positivo”, resumiu o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luiz Fernandes. Entre os ensinamentos adquiridos, a integração foi destacada. “Diante das dificuldades, ganhamos muito quando exercemos essa capacidade de jogar juntos”, ressaltou o coordenador executivo do Comitê Gestor da Copa (CGCopa), Mauricio Santos. “Uma das grandes lições da Copa é a importância da transversalidade, nas esferas institucionais, federal, estadual e municipal, e na relação crítica com a sociedade civil, para o desenvolvimento equilibrado do nosso país e do nosso Estado”, sintetizou o secretário executivo do Cdes-RS, Zelmute Marten.

A Copa como um acontecimento positivo, indutor do desenvolvimento; a importância do planejamento para a preparação do Estado e do País, para que atue de forma competitiva no contexto internacional; o papel estratégico do turismo como vetor do desenvolvimento nacional e estadual; e o esporte como indutor de inclusão e desenvolvimento humano também foram elementos destacados no encontro.

Legados e ensinamentos
Os conselheiros destacaram, ainda, a capacidade de superação dos gaúchos na realização da Copa do Mundo, evidenciada pelo setor vitivinícola, entre outros. "Antes da Copa, quem poderia imaginar que uma vinícola familiar, do interior do Estado, poderia produzir e vender o vinho oficial da Copa do Mundo?”, lembrou Helio Marchioro, conselheiro representante do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Também foram abordados pelos conselheiros a importância da convergência na disposição de sucesso dos setores envolvidos, os prejuízos econômicos do pessimismo pré-Copa do Mundo e ensinamentos dos problemas de cronogramas enfrentados pelo país na preparação ao Mundial.

Entre os legados analisados pelo Governo Federal, estão questões que não constavam do planejamento inicial, como a Copa do Mundo servir de fator indutor para o fortalecimento das relações dos países sul-americanos. “Neste processo de construção da Copa no Estado, nos aproximamos de representantes de diversos países, abrindo a frente para relações políticas e culturais”, lembrou Mauricio Santos, do CGCopa, órgão vinculado à Secretaria de Esporte e do Lazer (SEL).

A potencialização do esporte e do turismo no RS também foram pontos destacados pelos gestores públicos. "Sempre tratamos o esporte como indutor do desenvolvimento humano e social e hoje vemos que o esporte pode também ser também indutor do desenvolvimento econômico", enfatizou o secretário de Esporte e do Lazer, Ricardo Petersen. O titular da pasta lembrou a visibilidade adquirida pelo  Estado, que tornou-se apto para sediar grandes eventos. “Em junho do próximo ano, receberemos o Mundial de Handebol Júnior, que envolve 40 países e será realizado em quatro cidades do interior do Estado”, observou.

Números da Copa
A vinda de turistas ao Estado superou as expectativas, segundo as projeções do setor. "Abrimos uma nova marca no turismo do RS, éramos desconhecidos e conseguimos abrir espaço através das parcerias com setor privado”, ressaltou o secretário de Turismo, Márcio Cabral. A expectativa do governo gaúcho era de receber 60 mil estrangeiros, mas o RS recebeu 160 mil turistas de 74 países, que visitaram, além da Capital gaúcha, 51 cidades do Estado. O grande número de argentinos, cuja passagem ocorreu sem grandes incidentes, também foi mencionada.

A segurança pública apresentou os números da operação. Durante a Copa do Mundo, foram registradas 138 ocorrências relacionadas com a Copa do Mundo e 23 prisões, sendo 15 de estrangeiros. Foram apreendidos 150 ingressos falsos. A estrutura física e integração foi apontada pelo setor como maior benefício da Copa. “O que vimos no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), foram 32 órgãos atuando de forma harmoniosa, fruto de um trabalho de meses consolidado através de 16 oficinas preparatórias”, resumiu o diretor do Departamento do CICC, coronel Antonio Scussel.

A nova estrutura e modelo do trabalho permitiu, de acordo com o representante da Secretaria de Segurança Pública, o aumento de posições em ações de rotina do órgão, todas realizadas de dentro do CICC desde o dia 04 de junho. As posições de despachos de viaturas e equipes subiram de 11 para 56; de monitoramento de tornozeleiras, de mil para 5 mil; e de videomonitoramento aumentaram de duas para 50. “Agora podemos realizar flagrantes de furto através das câmeras do CICC”, lembrou o coronel.

O Conselhão deverá entregar um relatório final sobre os debates realizados pela Câmara Temática da Copa nos próximos dias. Um relatório também será produzido pelo CGCopa e, em nível federal, o balanço final do Governo Federal será divulgado em outubro. 



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