Jovens realizam sonho e participam do mundial como gandulas e carregadores de bandeira

Jovens entre 14 e 17 anos conquistaram a oportunidade de entrarem 
em campo nos jogos da Copa. - Foto: Dani Barcellos/CAM/POA/RS.

01/07/2014

Trinta e duas seleções, mais de 700 jogadores, dezenas de árbitros e bandeirinhas e milhares de torcedores estão fazendo a festa em todas as cidades-sede do mundial. A Copa do Mundo no Brasil oportuniza a pessoas de todas as classes sociais, culturas e religiões vivenciarem intensamente o campeonato, cada um da sua maneira. Cerca de 1.600 adolescentes vão poder contar para amigos e, no futuro, para seus filhos, que pisaram nos gramados ao lado de nomes como Neymar, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Bastian Schweinsteiger.  Esses jovens atuam  nas partidas como gandulas e carregadores de bandeira.

A cada jogo, 12 torcedores são escolhidos para essas tarefas por indicação ou através de promoções feitas pela Coca-Cola, patrocinadora oficial do evento. O catarinense de Tubarão Álvaro Luiz Medeiros Ambrósio viajou 338 km e hoje estará segurando a bandeira da Alemanha ou da Argélia, às 17h, no estádio Beira-Rio.  Esse vascaíno, de 16 anos, participou de um sorteio promovido pela fabricante de bebidas, e revela estar nervoso para sua estreia logo mais, na partida em que o vencedor do jogo garante vaga nas quartas-de-final. 

O sentimento de Tamires Helena Escobar de Oliveira, 17 anos, aluna do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Padre Cônego de Nadal, na zona sul da capital gaúcha, é de pura ansiedade.  O pai e a mãe, que trabalham como recicladores, estão atuando como coletores de resíduos no estádio Beira-Rio e indicaram o nome da filha para que ela  pudesse entrar em campo carregando a bandeira de uma das equipes. “Acho que vai ser difícil segurar a emoção, eu choro sempre que toca o hino brasileiro, quero que o Brasil ganhe e eu possa dizer pros meus filhos que eu participei da Copa de 2014”, destaca. 

Segundo o gerente de comunicação e assuntos governamentais da Coca-Cola para a Copa do Mundo Fifa 2014, Luiz Felipe Schmidt,  a empresa acompanha os mundiais de futebol desde 1974. Para a competição no Brasil, a Coca-Cola realizou promoções em 12 países para que os estudantes pudessem participar de alguma forma do torneio. Além disso, a companhia  decidiu beneficiar os finalistas da Copa Coca-Cola de Futebol, que encerrou neste ano, e oferecer a eles a oportunidade de atuarem como gandulas do campeonato.  

Nesta tarde, 14 jogadores da Associação Esportiva Cruzeirinho, de Alvorada, e Associação Esportiva Sapiranga pisarão no gramado do Beira-Rio antes de a bola rolar e depois acompanharão de perto cada lance da partida entre Alemanha e Argélia. O grupo participou de treinamentos teóricos e práticos desde o mês de março e os mais comprometidos foram selecionados. Todos os gandulas e carregadores de bandeiras ganharam um kit com tênis, meia, abrigo, parká, bola, squeeze e camisetas. Eles são buscados em casa, tomam café da manhã, almoçam, treinam até duas horas antes de o jogo começar e na hora de  irem para casa é servido um lanche reforçado.

Gandula pretende vestir a camiseta da seleção
Kevin Herman dos Santos, 15 anos, mora em Alvorada e é fanático por futebol. Um dos melhores alunos do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Antônio Castro Alves, esse guri alto, de cabelos cacheados, destaca-se também na zaga do Cruzeirinho.  Não é à toa que é fã do craque Davi Luiz e conhece a escalação de todos os times que disputaram esse mundial. Filho de um pedreiro e de uma dona-de-casa, Kevin espera que sua vida seja transformada pelo futebol. “Eu estou estudando, quero fazer Educação Física, e me esforço para quem sabe um olheiro me levar para um time grande”, conta. 

Esse colorado diz estar especialmente feliz por ter sido escalado para trabalhar na partida da melhor equipe da competição, segundo sua análise pessoal. Ao ser questionado sobre a final, Kevin divide-se. A sua avaliação racional aponta Alemanha e Holanda na disputa pela taça, mas o coração indica que a seleção brasileira conseguirá colocar mais uma estrela no peito. “O Brasil ganha na raça e podem ter certeza que eu vou lutar para seguir meu sonho e vestir a canarinho no Catar”, completa.



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