Coca-Cola comemora consumo recorde nos estádios durante a copa do mundo

13/07/2014

O resultado parcial é de que 64% dos torcedores consumiram uma bebida da empresa durante os jogos; recorde anterior era de 62% na copa da Alemanha

Michel Davidovich, Vice-presidente da coca-cola (foto: getty images)
A Copa ainda não acabou, mas a Coca-Cola já comemora os resultados parciais. Uma análise inicial revela que 64% dos torcedores que foram aos estádios consumiram ao menos uma bebida da empresa. O número é um recorde histórico para a companhia, que é parceira da Fifa desde 1974. O recorde anterior era da Copa da Alemanha, em 2006, quando 62% do público dos jogos consumiu um refrigerante, água ou isotônico da Coca-Cola.

A criação dos copos customizados contribuiu para as vendas. Foi criado um modelo para cada partida, que trazia a bandeira das duas seleções que se enfrentavam com o nome escrito na língua local do país. No jogo entre Japão e Grécia, por exemplo, os torcedores receberam copos com Japão escrito em japonês e Grécia escrito em Grego. Os copos acabaram virando um souvenir e as pessoas saíam do estádio carregando pilhas deles. “Algumas pessoas compravam um copo que vinha com Coca-Cola e não o contrário”, brinca Michel Davidovich, vice-presidente da empresa.

Em algumas partidas, faltou bebida nos estádios e a água e os refrigerantes chegaram a ser vendidos sem gelo. Sobre esses problemas, o executivo afirma que houve um aprendizado durante a competição. A distribuição, que ficou sob responsabilidade de uma concessionária escolhida pela Fifa, registrou problemas especialmente nas primeiras partidas, mas a partir da segunda semana da Copa o abastecimento foi sendo normalizado.

O capitão do Tri Carlos Alberto Torres durante o tour da taça 
pelo Brasil (Foto: Divulgação)
Além das boas vendas, a empresa também comemora o recorde de público no Tour da Taça feito antes de a competição começar. O troféu percorreu 90 países, além das 27 capitais brasileiras. Somente no Brasil, 450.833 pessoas visitaram a exposição. “O Tour da Taça foi um um grande sucesso. Foi um grande desafio logístico colocá-lo em prática, mas teve um retorno positivo”, diz Davidovich.

Como parceira da Fifa, a Coca-Cola também foi a responsável pela gestão de resíduos nos estádios. Para esse trabalho foram contratados 800 catadores que receberam R$ 80 pelo serviço e mais R$ 25 de ajuda de custo por dia de trabalho. “Esse projeto permitiu uma Copa limpa dentro dos estádios e além de gerar renda para os trabalhadores, deu visibilidade para a reciclagem”, afirma o VP da companhia.

Redes sociais
Com a popularização dos smartphones e tablets, esta também foi a Copa do Mundo mais conectada da história. Com a grande interatividade e diversas brincadeiras surgindo na web a todo momento, a Coca-Cola decidiu criar uma equipe de real time marketing especialmente para a Copa. Toda a equipe monitorava as redes 24 horas por dia, interagia com os consumidores e abastecia a empresa com os assuntos do momento. Com a ajuda dessas informações, a empresa foi ajustando sua campanha de marketing durante a competição, incluindo em seus comerciais histórias que geraram buzz na internet. O resultado, revela a empresa, foi positivo. Tanto que o grupo criado para a Copa será mantido quando o mundial acabar.

Os carregadores de bandeira selecionados pela Coca-Cola (Foto: Divulgação)
Dentro de campo, a Coca-Cola foi responsável pela escolha dos jovens que trabalharam como gandulas e dos que levaram as bandeiras em cada partida. Os gandulas foram escolhidos entre os meninos e meninas participantes da Copa Coca-Cola. Para levar a bandeira dos países, a escolha não é aleatória. Na grande final, por exemplo, que acontecerá neste domingo, foram escolhidos 12 adolescentes de cada uma das cidades-sede da Copa do Mundo.

O impacto de todas essas ações para a marca Coca-Cola ainda não foi revelado. O resultado das medições deve ser revelado no próximo mês. Mas as boas impressões que a Copa tem deixado nos turistas deve contar a favor de todos os patrocinadores “A Copa catalizou a emoção de brasileiros e estrangeiros que estão por aqui”, diz Davidovich.




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