Brasil 0 x 3 Holanda - Copa termina para o país de futebol com "chuva" de vaias

Foto: Divulgação

13/07/3014

A Seleção Brasileira pouco fez e acabou ficando apenas com a quarta colocação na Copa do Brasil

Para uma Seleção Brasileira fraca tecnicamente, sem sua principal estrela e com jogadores mediando para bons, não dá para se esperar muito mais do que uma quarta colocação. E foi isso que o Brasil “conquistou”. A mística da camisa amarela acabou indo por água abaixo com a goleada por 7 a 1 para a Alemanha, e seguiu manchada na partida deste sábado. O país do futebol viu de perto mais uma derrota, desta vez para a Holanda pelo placar de 3 a 0, em sua casa, no Estádio Mané Garrincha. Robben e Van Persie, como de costume, brilharam. Assim como, Oscar e companhia, que tiveram lampejos de bom futebol. A diferença de gols só não foi maior, pois os holandeses tiraram o pé do acelerador.

A casa desmoronou de vez quando Neymar se contundiu contra a Colômbia, mas o planejamento já foi montado à base de erros. A Seleção Brasileira não jogou bem esta Copa do Mundo, com exceção, talvez, contra Camarões. Isso tudo, fez com que o Brasil terminasse o Mundial sob vaias, com saldo de gols de -3, e como o páis mais vazado atuando como anfitrião. Totalmente inacreditável quando se trata da nossa Seleção.

A Holanda, em situação inversa, iniciou a Copa desacreditada, cresceu com a goleada contra a Espanha, e só não fechou com a chave de ouro, pois caiu para a Argentina, na semifinal, nas cobranças de pênalti. Pela primeira vez na história, a seleção holandesa terminou um Mundial invicta. Esse bom futebol, porém, só os rendeu um terceiro lugar.

Para ficar mais feio para o Brasil, a Seleção "assistiu de camarote" a entrega de medalhas para a Holanda. Em pleno país, os comandados de Felipão não conseguiram subir nem no lugar mais baixo do pódio. Já os holandeses não comemoraram muito, mas pelo menos ficaram felizes com a premiação.

MAIS UM CHOCOLATE, BRASIL?
Após a derrota vexatória para a Alemanha, a Seleção Brasileira voltou a campo neste sábado na disputa de terceiro lugar diante da Holanda. O técnico Luiz Felipe Scolari enfim resolveu mudar a formação tática da equipe. Fred, Hulk, Marcelo, Bernard, Dante e Fernandinho saíram e deram lugar à Jô, Ramires, Maxwell, William, Thiago Silva e Paulinho. A grande estrela da Seleção, o craque Neymar foi para o banco de reservas, porém, estava incapacitado de atuar.

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Pelo lado holandês, o grande desfalque foi o meia Sneijder. O jogador sentiu dores musculares ao arriscar um chute no aquecimento e acabou sendo poupado pelo técnico Louis van Gaal. Com isso, as apostas ficaram novamente em torno de Van Persie e Robben, e eles corresponderam à altura.

Antes do apito inicial, porém, o alemão mais brasileiro desta Copa do Mundo, o atacante Podolski mandou uma mensagem para a Seleção. “Boa sorte hoje no jogo, estamos todos na torcida, muita raça, para frente #Brasil, #CoraçãoVerdeAmarelo, #Poldi”, postou o craque em sua página no Twitter.

Durante a partida, o Brasil levou logo de cara um outro baque. Não deu tempo nem da torcida se recuperar de 7 a 1 diante da Alemanha, e logo, aos dois minutos da primeira etapa, sofreu o primeiro gol da Holanda.Thiago Silva derrubou Robben fora da área, mas o árbitro marcou penalidade máxima. Na cobrança, Van Persie buscou o ângulo de Júlio César e abriu o placar. O zagueiro brasileiro merecia o cartão vermelho, porém, recebeu apenas o amarelo.

Mesmo atrás no placar, a torcida apoiava a Seleção Brasileira, mas, dentro de campo, a equipe não respondeu e acabou sofrendo mai um gol, desta vez marcado por Blind, aos 15 minutos. De Guzmán foi até a linha de fundo, cruzou, David Luiz tirou para o meio, e a bola parou nos pés do lateral, que chutou forte para fazer o segundo. Seria uma repetição do que aconteceu contra a Alemanha?

Não! Ao menos no primeiro tempo. O Brasil sofria com os mesmos erros que o fez ser goleado pela Alemanha, a Holanda, porém, abaixou o ritmo muito antes. Teve a chance de fazer o terceiro com Van Persie, mas abriu mão de pressionar os comandados de Felipão para se fechar na marcação. Por outro lado, a Seleção Brasileira não conseguia levar perigo. A única chance realmente de gol, foi quando Oscar cruzou, Luiz Gustavo desviou, mas nem Paulinho, e nem David Luiz conseguiram completar para as redes.

UFA! MENOS MAL!

Foto: Divulgação

A etapa complementar começou morna. Felipão resolveu arriscar novamente. Colocou Fernandinho e Hernanes, e sacou Luiz Gustavo e Paulinho. O espírito da equipe, porém, continuou o mesmo. Sem Neymar, o Brasil parecia sem vida, sem força de vontade. Enquanto que, a Holanda era impecável na formação tática. Os europeus deixavam Thiago Silva e David Luiz livres de marcação e apertavam quando os demais pegavam na bola. Resultado: poucos lances de perigo pelo lado verde e amarelo.
Em uma dessas chances remotas saíram dos pés de Oscar, que estava mais “acordado” nesse embate. Aos 13 minutos, o meia do Chelsea arriscou e tirou tinta da trave de Cillessen. Mais tarde, Hulk, que entrara no lugar de Ramires, cortou para a esquerda e chutou, mas mandou para a linha de fundo.

Esta foi a última “grande” chance da Seleção Brasileira no embate. O Brasil cansou, não ameaçou mais a Holanda, que resolveu fazer o terceiro, e fez. Wijnaldum recebeu dentro da área e chutou no contrapé de Júlio César. A Copa do Mundo termina para o país do futebol sob chuvas no Mané Garrincha.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0 x 3 HOLANDA

BRASIL - Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), Willian e Oscar; Jô. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

HOLANDA - Cillessen (Vorm); De Vrij, Vlaar e Martins Indi; Kuyt, Clasie (Veltman), Wijnaldum, De Guzman e Blind (Janmaat); Van Persie e Robben. Técnico: Louis van Gaal.

GOLS - Van Persie (pênalti), a 1, e Blind, aos 16 minutos do primeiro tempo; Wijnaldum, aos 45 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Thiago Silva, Fernandinho e Oscar (Brasil); Robben e De Guzman (Holanda).
ÁRBITRO - Djamel Haimoudi (Fifa/Argélia).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 68.034 pessoas.
LOCAL - Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



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