Integração das forças policiais e investimento em segurança serão os grandes legados da Copa

Foto: Divulgação
25/05/2014

Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Defesa, Celso Amorim, destacaram que além do grande investimento do governo federal em segurança pública, a integração das forças policiais e qualificação dos profissionais ficarão como legado para o Brasil.


“Conseguimos nosso objetivo de termos um padrão de excelência na segurança da Copa e, claro, deixar para os brasileiros algo que nunca tivemos, que é a possibilidade da segurança pública ter atuações integradas entre suas linhas de comando, mas sempre com linhas de interesses traçados em comum e dentro de uma metodologia sistêmica, previamente ajustada para garantir uma maior eficiência”, afirmou Cardozo durante coletiva na tarde desta sexta-feira para correspondentes da imprensa internacional.

 Os investimentos totais em segurança somam R$ 1,9 bilhão de reais – R$ 1,2 bi do Ministério da Justiça e R$ 700 milhões do Ministério da Defesa. Os preparativos começaram em 2011 com a criação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge/MJ). O órgão planejou e executou obras de infraestrutura de alta tecnologia em todas as cidades-sede e garantiu a construção de Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) regionais e nacionais.

“Hoje temos uma total integração na atuação. Temos em cada estado um Centro que é formado por secretário de Segurança Pública do Estado, superintendente  e o comandante das Forças Armadas local. Isso faz com que as linhas de comando sejam respeitadas e que não sejam quebradas tendo um total compartilhamento de ações", afirmou. “Além disse, é importante destacar que dotamos os estados de centros de comando e controle móveis, entregues às policias locais e que serão operados pelas forças conjuntas federais e estaduais”, complementou Cardozo.

 Também foram feitos investimentos em inteligência policial por meio da aquisição de equipamentos, como armas de baixa letalidade, robôs antibombas, ambulâncias, imageadores aéreos para helicópteros e plataformas de observação elevada, que captam imagens de diversos ângulos e as transmitem em tempo real para os centros de controle.

Cardozo destacou que haverá um centro de cooperação internacional localizado na Polícia Federal, onde policiais dos países que estarão aqui presentes terão assento. Parte dos policiais acompanhará as delegações e outra parte ficará neste centro de colaboração, de cooperação internacional, promovendo também integração entre as polícias internacionais que atuarão na proteção das delegações de seus países.

Defesa
O ministro da Defesa destacou o trabalho integrado que irá garantir o controle do espaço aéreo, defesa marítima e fluvial, fiscalização de explosivos, defesa cibernética, trabalho antiterrorismo, entre outros. Segundo ele, as forças de contingência deverão atuar em perfeita articulação e coordenação com as forças de segurança pública federais e as dos estados.

“Há um Comando Nacional, exercido pelo comando das Forças Armadas, o Comando de Ações Terrestres, o Comando de Operações Navais da Marinha e com o Comando de Defesa Aérea”, detalhou.  

Para ações ligadas à segurança pública há 12 coordenações de defesa de área – um em cada cidade-sede. 

“Além disso, há quatro comandos centralizados que dizem respeito a ações que são tomadas sempre de maneira centralizada. Esses quatro comandos especializados dizem respeito à segurança aérea espacial, à fiscalização de explosivos, que é feita especificamente pelo Exército, defesa cibernética, também coordenada pelo Exército, sempre sob a coordenação geral do EMFA, e a prevenção ao terrorismo, que na verdade inclui o combate ao terrorismo propriamente e também a defesa química, radiológica, biológica e nuclear”, destacou.  

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