Conselhão reúne organizações para analisar legados da Copa no RS

15/05/2014

Durante o encontro, os conselheiros abordaram a questão 
da visibilidade gerada pela Copa do Mundo e sugeriram 
manter o espaço de diálogo mesmo após o Mundial 
Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini.
Em uma das últimas oportunidades de debater a Copa do Mundo antes de sua realização, que se inicia em 29 dias, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes-RS) ampliou a discussão para os legados em longo prazo, reunindo um conjunto de entidades. O Diálogos CDES, realizado nesta quarta-feira (14), contou com integrantes do Conselhão, Governo do Estado, Comitê Organizador Local (COL), UFRGS, Fundação de Economia e Estatística (FEE) e representantes dos governos municipal e federal, além do Judiciário e Legislativo, entre outros. Também foi apresentada a campanha publicitária do movimento “Rio Grande do Sim”, que valorizará as virtudes do Estado.

O Governo do Estado apresentou aos 10 conselheiros e conselheiras e demais convidados os números da recepção de turistas, capacitação e obras físicas realizadas em razão da Copa, como os estádios e a qualificação de mais de 50 mil pessoas, através de programas das três esferas governamentais. “Temos estádios com padrões internacionais e aptos para atender qualquer grande evento. Somando isso ao conhecimento adquirido, nossa política é aproveitar este legado para atração de megaeventos no futuro”, ressaltou o secretário de Esporte e Lazer, Ricardo Petersen.

90 mil ingressos para estrangeiros

O coordenador-executivo do Comitê Gestor da Copa (CGCopa), Maurício Santos, sugeriu a criação de um comitê do Governo do Estado que atue na promoção e atração de grandes eventos a partir dos conhecimentos e resultados obtidos com a vinda da Copa do Mundo. “Num primeiro momento, se imaginava que só teríamos jogos com equipes de pouca tradição, mas teremos campeões mundiais, com registro de recorde de vendas em Porto Alegre, com grande procura de estrangeiros, o que significa um desempenho no turismo de excelência”, destacou o coordenador do CGCopa.

Maurício lembrou que foram registrados cerca de 90 mil ingressos vendidos para estrangeiros, sendo 18 mil entradas para argentinos e 14 mil de australianos.

Campanha publicitária

O conselheiro e presidente da Associação Riograndense de Propaganda, Fábio Bernardi, apresentou a campanha publicitária, que surgiu como fruto das discussões das edições dos Diálogos Cdes Copa, sendo uma iniciativa do “Rio Grande do Sim”, movimento organizado pela sociedade civil. A campanha busca mobilizar a sociedade gaúcha para bem receber o visitante e promover o Estado através da hospitalidade, educação e cultura transmitidos pelos gaúchos durante a Copa do Mundo.

“Uma coisa é ser contra a Copa ou contra o governo e outra é não aproveitar este cometa que está passando, que é a Copa do Mundo em nossas vidas”, ponderou o publicitário Fabio Bernardi. Uma das ações da campanha será a hashtag MeuGolnaCopa. “O taxista que leva um turista cobrando o preço correto e o garçom que trata bem o visitante fazem o seu gol na copa”, explicou.

Aprendizado e união

Durante o encontro, os conselheiros abordaram a questão da visibilidade gerada pela Copa do Mundo e sugeriram manter o espaço de diálogo mesmo após o Mundial, visando acompanhar o balanço das obras e investimentos gerados pelo evento no Estado. Os integrantes do Conselhão também destacaram dificuldades no processo e lições que o RS, tanto os governos como a iniciativa privada, podem tirar.

O COL, braço da Fifa no país, apresentou o organograma e planejamento operacional dos jogos. Serão cerca de 6,5 mil profissionais atuando no funcionamento das partidas, que incluem o estádio e seu entorno. “É o único Estado hoje onde se consegue reunir todas as forças de segurança. Pela primeira vez na história, todos os setores sentam à mesa para discutir legado”, observou o gerente-local do COL na Capital gaúcha, Paulo Jukoski, o Paulão.

O diretor da faculdade de Engenharia da UFRGS, Luiz Carlos da Silva Filho, apresentou o resultado do estudo de legados da Copa no RS feito pela universidade a pedido do Ministério do Esporte. “O legado não considera a visão de curto prazo e eventuais impactos neste período, mas os benefícios permanentes. Se uma obra motivada pela Copa ficar pronta após a Copa, por exemplo, haverá benefícios para a sociedade”, analisou o professor.

Conselhão avançará no debate

Ao final da reunião, ficou decidido que o grupo continuará se reunindo após o Mundial para avaliar os resultados que a Copa do Mundo trouxe ao Estado. “Entendemos e compartilhamos da visão dos conselheiros e vamos manter esta Câmara Temática, com o apoio da UFRGS”, finalizou o secretário executivo do Cdes, Marcelo Danéris.

Durante a reunião da Câmara Temática da Copa, o secretário foi convidado para o seminário "O legado da Copa para a Política de Segurança em eventos esportivos", organizado pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP) da Assembleia Legislativa. A atividade ocorrerá em 5 de junho, às 18h, no plenarinho.

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